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Nosso Casamento Tinha Prazo romance Capítulo 175

Celeste voltou a se sentar.

A porta se abriu.

Ao ver os dois adultos e a criança entrarem como se fossem uma família de três, seu rosto permaneceu impassível.

Que interessante.

Com tantos médicos disponíveis, tinham que vir logo a ela.

Queriam que ela os elogiasse?

Dizer "Que amor lindo"?

Quando Dulce viu que era Celeste, perguntou:

— Por que é você? Não era um especialista veterano?

Celeste colocou sua máscara e respondeu:

— Estou cobrindo um turno. Se não quiser ser atendida, saia. Se quiser, sente-se.

Gregório, segurando a mão de Luana, olhou para ela ao ouvir aquilo.

Celeste, é claro, sabia.

Ele sentiu pena por ela não ter sido gentil com sua amada.

— Luana tem sentido tonturas frequentes ultimamente, queremos ver como a medicina tradicional pode ajudar. — Dulce lançou um olhar de soslaio para Celeste, agindo de forma puramente profissional.

Gregório sentou-se ao lado e acrescentou de maneira compassada:

— Ela tem sentido aperto no peito e falta de ar depois de exercícios, além de inchaço frequente nas mãos e nos pés, e seu rosto costuma ficar vermelho facilmente.

Ouvir Gregório falar com tantos detalhes sobre o filho de outra pessoa.

Considerando cada aspecto com tanto cuidado.

Ele parecia incrivelmente responsável, como se fosse o verdadeiro pai.

A caneta com a qual Celeste anotava os sintomas hesitou por um segundo.

E, ironicamente.

Laura, que era a filha biológica dele.

Nunca pudera experimentar o amor dele.

Ela sabia muito bem.

Se não tivesse escondido a existência de Laura, mesmo que os três vivessem juntos de verdade, Gregório certamente a teria negligenciado junto com a filha. Laura estaria triste todos os dias pela falta do amor e do cuidado paterno.

— Gregório, você será um ótimo pai no futuro, fico tão aliviada. — Dulce sorria radiante, espiando Celeste com o canto do olho.

O celular de Gregório tocou.

Ele se levantou.

— Vou atender a essa ligação.

Dulce sorriu gentilmente:

— Certo, eu continuarei acompanhando Luana na consulta.

Gregório virou-se e saiu da sala, sem olhar para Celeste mais uma vez.

Celeste não levantou a cabeça nem se importou com a indireta de Dulce sobre ter filhos com Gregório.

Ela tomou o pulso de Luana.

Realizou os métodos tradicionais de diagnóstico.

— Obesidade excessiva, síndrome metabólica infantil. Em casos graves, pode evoluir para doenças cardiovasculares. Corte todos os lanches e refrigerantes. Se ela apresentar apneia do sono, precisará ser internada para condicionar o corpo. — Celeste disse com a voz calma.

— Você está mentindo! Sua mulher má, está fazendo isso só para me prejudicar!

Ao ouvir que não poderia comer lanches e beber refrigerantes, Luana explodiu na mesma hora. Pegou a placa de decoração ao lado de Celeste e atirou longe.

A velocidade da menina malcriada era tanta que não deu nem tempo de reagir.

Qualquer item valioso na sala, ela acertava como se escolhesse.

Jogou tudo no chão.

E encarou Celeste furiosa:

— Por que você não disse antes?

O rosto de Celeste ficou frio.

— E você acha que pode deixar essa peste destruir o que pertence aos outros sem a menor consequência?

— Quem você está chamando de animalzinho? — O olhar de Dulce gelou.

Celeste achou o motivo da raiva dela absurdo. Ela apenas acenou com o celular e disse:

— O vídeo já foi gravado. Vá pedir perdão de joelhos ao Dr. Lorenzo.

Ela ignorou a expressão sombria no rosto de Dulce.

Virou-se e saiu da sala de consulta.

Chamou a segurança para vir e resolver a situação.

Depois, montou uma lista dos itens valiosos danificados por Luana e pediu para alguém entregá-la a Dulce.

Ela sabia que Dulce passaria a odiá-la por isso.

Mas, não importava.

Celeste só não esperava que a resposta viria tão rápido.

No dia seguinte.

Ela encontrou Gilmar e Amanda no hospital.

— Papai pode não implicar com você por ter empurrado Dulce e feito ela ofender pessoas. Mas você precisa pedir desculpas a ela. Que tal o seguinte: já que Gregório vai se divorciar de você mais cedo ou mais tarde, passe o Ateliê Lopes de Antiguidades, de que Dulce tanto gosta, para o nome dela. — Gilmar foi direto ao ponto.

O rosto de Celeste mudou:

— O que você quer dizer com isso?

— Esse antiquário será o dote de Dulce quando ela se casar com a Família Souza.

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