STEPHANIE LINORES
Eu estava de pé perto da janela daquela casa velha e caindo aos pedaços, espiando pela fresta da cortina encardida. O plano estava indo perfeitamente bem, até que um carro preto parou na frente do endereço.
Quando Isabel desceu com uma sacola de farmácia, eu quase gritei de ódio. Ela não estava sozinha. Dois armários de terno, com postura de seguranças profissionais, saíram do carro logo atrás dela. Maldito Charles Kingston! Ele disse que iam se divorciar! A armadilha estava em sério risco.
Respirei fundo, forçando os meus olhos a lacrimejarem, e abri a porta da frente.
— Isabel! Graças a Deus você chegou! — exclamei, puxando-a pelo braço.
Ela olhou ao redor, franzindo a testa ao analisar o ambiente miserável e empoeirado da sala de estar capenga.
— Stephanie, que tipo de trabalho o nosso pai faz aqui? — ela perguntou, muito desconfiada, enquanto os dois seguranças entravam logo atrás dela.
— Ele veio fazer uma faxina, Isabel. Sabe que perdemos tudo, ele está desesperado por qualquer trocado! — menti rapidamente. — Ele está no quarto lá no fundo. A dor dele piorou muito, ele mal consegue respirar!
Isabel fez menção de avançar e os seguranças a seguiram de perto, como cães de guarda. Eu pulei na frente deles, levantando as mãos em sinal de parada.
— Por favor, não! O quarto é pequeno e só tem uma janela! Se vocês entrarem, vai ficar muito abafado. — implorei, apontando para os homens enormes.
Isabel olhou para os seguranças e assentiu.
— Esperem aqui na sala. Aviso se precisar de vocês.
Assim que Isabel cruzou a porta do quarto, eu a fechei rapidamente atrás de mim, girei a chave da forma mais silenciosa possível e tirei o pano e remédio do bolso. Ela parou abruptamente. Não havia nenhum pai enfartando.
A única pessoa ali era Simon.
— Simon? — Isabel recuou um passo. — O que você está fazendo aqui?
Ela nem teve tempo de raciocinar ou de tentar gritar. Eu já estava posicionada logo atrás dela, segurando o pano encharcado de clorofórmio e pressionei o pano molhado com toda a minha força contra o nariz e a boca dela.
Isabel arregalou os olhos. Ela tentou gritar, mas o som foi abafado pelo tecido grosso. Ela se debateu com força, até que a resistência diminuiu. Seu corpo amoleceu por completo, e ela caiu.
Deixei o corpo dela deslizar até o chão, enquanto eu respirava ofegante.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nossa! Meu Marido de Aluguel é um Bilionário!
olá! gostaria de lê a história completa, como faço?...