STEPHANIE LINORES
O sorriso no meu rosto era de puro triunfo. Guardei o celular no fundo da minha bolsa, certificando-me de que o meu maior tesouro estava seguro. Olhei para a cama onde Simon ainda estava deitado ao lado da minha irmãzinha desacordada.
— Acabou a sessão de fotos. Levante-se e se vista agora mesmo — ordenei, mantendo a minha voz em um sussurro. — Nós não temos o dia todo. O efeito do clorofórmio não vai durar para sempre e aqueles dois gorilas na sala podem perder a paciência a qualquer momento.
Simon não precisou que eu mandasse duas vezes. Ele pulou da cama como se o colchão, pegou a camisa e a jaqueta e se vestiu. Ele estava tão nervoso que mal conseguia abotoar a própria roupa.
Caminhei rapidamente até a pequena janela do quarto, destranquei e a empurrei. O beco do lado de fora estava vazio.
— Saia pela janela — instruí, apontando para a rua estreita. — Nós nos encontramos a três quarteirões daqui, perto daquele posto de gasolina abandonado.
Simon passou a perna pela janela apertada, se espremeu pela abertura e pulou para o lado de fora, desaparecendo pela rua em questão de segundos. Ele era um covarde, mas pelo menos era um covarde obediente quando o assunto era dinheiro.
Voltei a minha atenção para Isabel. Ela continuava completamente imóvel e pálida sobre a cama. Agarrei a blusa dela com pressa e comecei a abotoá-la, ajeitando o tecido sobre os ombros para que parecesse exatamente como ela estava quando chegou. Arrumei a saia dela e ajeitei os sapatos. Tudo precisava parecer um simples mal-estar.
Respirei fundo duas vezes, baguncei um pouco os meus próprios cabelos, forcei a minha respiração a ficar curta e ofegante, e deixei o desespero tomar conta da minha expressão.
Girei a chave da fechadura de forma rápida e escancarei a porta do quarto, correndo em direção à sala de estar onde os dois seguranças aguardavam como estátuas.
— Socorro! Por favor, me ajudem! — gritei, com os olhos arregalados.
Os dois homens imensos entraram em alerta máximo no mesmo segundo, levando as mãos instintivamente para a cintura, onde as armas estavam escondidas debaixo dos paletós.
— O que aconteceu? — um deles perguntou, já avançando.
— Ela desmaiou! — menti, com a voz embargada e cheia de lágrimas falsas. — A Isabel passou mal de repente e caiu dura no chão! Ajudem a minha irmã, pelo amor de Deus!
Eles não pensaram duas vezes e não olharam mais para mim. Os dois correram e invadiram o quarto, indo direto para socorrer Isabel.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nossa! Meu Marido de Aluguel é um Bilionário!
olá! gostaria de lê a história completa, como faço?...