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Nossa! Meu Marido de Aluguel é um Bilionário! romance Capítulo 122

STEPHANIE LINORES

O sorriso no meu rosto era de puro triunfo. Guardei o celular no fundo da minha bolsa, certificando-me de que o meu maior tesouro estava seguro. Olhei para a cama onde Simon ainda estava deitado ao lado da minha irmãzinha desacordada.

— Acabou a sessão de fotos. Levante-se e se vista agora mesmo — ordenei, mantendo a minha voz em um sussurro. — Nós não temos o dia todo. O efeito do clorofórmio não vai durar para sempre e aqueles dois gorilas na sala podem perder a paciência a qualquer momento.

Simon não precisou que eu mandasse duas vezes. Ele pulou da cama como se o colchão, pegou a camisa e a jaqueta e se vestiu. Ele estava tão nervoso que mal conseguia abotoar a própria roupa.

Caminhei rapidamente até a pequena janela do quarto, destranquei e a empurrei. O beco do lado de fora estava vazio.

— Saia pela janela — instruí, apontando para a rua estreita. — Nós nos encontramos a três quarteirões daqui, perto daquele posto de gasolina abandonado.

Simon passou a perna pela janela apertada, se espremeu pela abertura e pulou para o lado de fora, desaparecendo pela rua em questão de segundos. Ele era um covarde, mas pelo menos era um covarde obediente quando o assunto era dinheiro.

Voltei a minha atenção para Isabel. Ela continuava completamente imóvel e pálida sobre a cama. Agarrei a blusa dela com pressa e comecei a abotoá-la, ajeitando o tecido sobre os ombros para que parecesse exatamente como ela estava quando chegou. Arrumei a saia dela e ajeitei os sapatos. Tudo precisava parecer um simples mal-estar.

Respirei fundo duas vezes, baguncei um pouco os meus próprios cabelos, forcei a minha respiração a ficar curta e ofegante, e deixei o desespero tomar conta da minha expressão.

Girei a chave da fechadura de forma rápida e escancarei a porta do quarto, correndo em direção à sala de estar onde os dois seguranças aguardavam como estátuas.

— Socorro! Por favor, me ajudem! — gritei, com os olhos arregalados.

Os dois homens imensos entraram em alerta máximo no mesmo segundo, levando as mãos instintivamente para a cintura, onde as armas estavam escondidas debaixo dos paletós.

— O que aconteceu? — um deles perguntou, já avançando.

— Ela desmaiou! — menti, com a voz embargada e cheia de lágrimas falsas. — A Isabel passou mal de repente e caiu dura no chão! Ajudem a minha irmã, pelo amor de Deus!

Eles não pensaram duas vezes e não olharam mais para mim. Os dois correram e invadiram o quarto, indo direto para socorrer Isabel.

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