ISABEL LINORES
Os dias dentro do apartamento de Charles estavam, surpreendentemente, se tornando cada vez mais pacíficos. A raiva ardente e a mágoa que eu sentia por causa das mentiras dele começavam a perder a força, derretendo lentamente como gelo sob o sol. E o grande responsável por isso era o próprio Charles.
Era impressionante como o corpo humano reagia à criação de uma nova vida. Naquela semana, os enjoos matinais tinham se tornado impiedosos. Naquela manhã, não foi diferente. Corri para o banheiro assim que abri os olhos, sentindo o meu estômago revirar violentamente.
Charles, que já estava de pé e vestido para trabalhar, veio atrás de mim no mesmo instante e não hesitou em se ajoelhar no chão do banheiro. Ele segurou os meus cabelos com uma mão e acariciou as minhas costas com a outra.
— Respire fundo. Já vai passar — ele murmurou, com paciência e ternura.
Quando o enjoo finalmente cedeu, ele me ajudou a levantar, molhou uma toalha limpa com água fria e passou no meu rosto com uma delicadeza que me fez fechar os olhos. Charles Ele era extremamente cuidadoso, perguntava se eu estava confortável o tempo todo e garantia que eu comesse tudo que meu estômago conseguia aceitar.
Enquanto ele me guiava de volta para a cama, percebi que estava cada vez mais difícil sustentar o meu orgulho.
— Tente descansar mais um pouco. Eu tenho algumas reuniões importantes, mas vou tentar terminar o mais rápido possível. Se precisar de qualquer coisa, é só me ligar. Qualquer coisa mesmo — ele disse, beijando a minha testa de forma demorada antes de sair do quarto. Sim, nós estávamos dividindo o quarto, ele disse que se sentia mais tranquilo caso eu passasse mal na madrugada.
Fiquei deitada por um tempo, sentindo o meu coração aquecer. Sei que o perdão completo era apenas uma questão de tempo, mas não deixarei que ele saiba disso tão fácil.
Algumas horas depois, eu já me sentia muito melhor. Fui até a sala de estar, sentei no sofá e liguei a televisão para me distrair.
Foi então que meu celular começou a tocar.
Olhei para a tela e franzi a testa. Era um número desconhecido, ignorei porque não atendo números desconhecido. A menos que liguem duas vezes... e esse foi o caso.
— Alô? — atendi, desconfiada.
— Isabel! Pelo amor de Deus, Isabel, me ajuda! — a voz que gritou do outro lado da linha era de Stephanie. E ela estava chorando histericamente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nossa! Meu Marido de Aluguel é um Bilionário!
olá! gostaria de lê a história completa, como faço?...