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Nos Braços do Destino romance Capítulo 1

Após quatro anos de ausência, o avião finalmente pousava novamente naquela terra tão familiar.

— Prezados passageiros, bem-vindos ao Aeroporto Internacional de Cidade Capital. Por favor, fiquem atentos à sua bagagem e à sua segurança pessoal...

O início do inverno em Cidade Capital trazia um frescor leve, e a paisagem do aeroporto parecia idêntica àquela de quando Júlia Santos partira.

Parecia que ela apenas tinha feito uma longa viagem, retornando agora ao ponto de partida.

Do lado de fora do aeroporto, Júlia chamou um táxi e seguiu direto para a redação da revista Estalo Lab.

Depois de pagar a corrida, percebeu que o motorista havia parado no cruzamento errado.

Resignada, Júlia arrastou sua mala pesada, contornou a avenida e entrou na viela que levava à revista.

De repente, seus passos cessaram. Ao avistar a cena adiante, Júlia ficou paralisada, incapaz de avançar.

Um homem alto mantinha um dos pés pressionando o peito de outro homem caído no chão, o corpo inclinado para frente, colocando todo o peso sobre ele.

Logo em seguida, ouviu-se um grito de dor.

— Cala a boca. Se fizer barulho de novo, vou arrancar sua língua — a voz do homem era fria, e seus olhos encantadores tinham o brilho feroz de um lobo.

O homem no chão rangia os dentes. — Senhor, o velho só quer o seu bem... afinal, você é o único parente que lhe resta neste mundo...

Mal terminou de falar, o homem lançou a câmera que segurava com força.

O aparelho negro e frágil se despedaçou instantaneamente contra a parede.

Os olhos do homem brilhavam de raiva. — Volte e diga a ele que pare de se meter na minha vida!

Na entrada da viela, Júlia estremeceu com aquela voz cortante.

Sua mala pesada balançou, tombando e batendo no chão, emitindo um som abafado.

— Tum!

O barulho ecoou por toda a viela estreita, deixando Júlia com todos os cabelos do corpo arrepiados.

O homem virou a cabeça abruptamente.

Seus olhos afiados pararam, surpresos, ao ver alguém parada na entrada da viela.

Júlia, apavorada, sequer ousou levantar a cabeça. Pegou a mala às pressas e disparou em fuga.

Aquele grupo tinha toda a aparência de criminosos perigosos; se fosse pega, mal acabara de voltar ao país e já teria seu destino selado!

Um dos homens de preto se aproximou. — Senhor Samuel, deseja que eu a impeça de fugir?

Capítulo 1 1

Capítulo 1 2

Capítulo 1 3

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