José Matos sorriu suavemente.
— Hoje me atrasei por causa de um caso no escritório, então me autopenalizo com um copo.
Assim que esvaziou o copo, Henrique Dourado logo tratou de animar o ambiente.
— Isaque Santos não pôde vir hoje porque teve compromissos na empresa, mas avisou que toda a conta da noite fica por conta dele.
Samuel Oliveira resmungou, quase inaudível.
— Ouvi dizer que a Ju voltou. Liguei para o Isaque Santos hoje para perguntar, mas ele não parecia muito animado. — Henrique suspirou, com um certo lamento. — Ele sempre cuidou tanto dela… Quem diria que, de repente, apareceu outro alguém e fez a menina fugir daqui.
José Matos franziu a testa, curioso.
— Júlia Santos não tinha ido estudar fora?
— Você acha mesmo que, se não fosse por aquela pessoa, essa menina teria ido embora? Veja só, já se passaram quatro anos num piscar de olhos.
José nunca se interessava muito pelos assuntos familiares dos outros, mas como se tratava da irmã de Isaque Santos e Henrique Dourado não parava de comentar o caso, acabou sabendo o básico.
Na sua memória, aquela garotinha que vivia atrás do Isaque chamando-o de irmão era realmente cativante.
Henrique mudou o foco da conversa para Samuel Oliveira.
— Samuel, você também lembra da Srta. Santos, não é? Era uma menina bem comportada. Lembro que ela até te abraçou uma vez...
Samuel levantou os olhos, sem grande interesse.
— Deixa pra lá, você nunca gostou muito de mulheres mesmo. Vamos beber!
Samuel soltou um risinho de desprezo.
Comportada? Será mesmo?
Ao sair do bar, Júlia Santos finalmente pôde respirar aliviada.
Ainda bem, Samuel Oliveira realmente não se lembrava dela.
Como não encontrou José Matos no bar hoje, teria que dar um jeito de ir pessoalmente ao escritório de advocacia dele.
Na verdade, tudo seria bem simples: bastava pedir para Isaque Santos ligar para José Matos e fazer o pedido. Ele certamente ajudaria.


VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nos Braços do Destino