Cesar Lacerda explodiu de raiva.
Mas Vitória apenas o observava em silêncio. Seu olhar era tão limpo e penetrante que parecia enxergar toda a sujeira dentro dele.
Cesar sequer teve coragem de sustentar o olhar dela.
— Tudo bem.
Ele finalmente cedeu.
Embora isso já estivesse nos planos de Vitória...
Ela ficou surpresa com a rapidez com que ele baixou a guarda.
Pelo visto, aquele negócio era crucial para a empresa, a ponto de deixá-lo tão dócil.
— Onde a minha mãe está agora?
Ao ver que ela não sentia um pingo de saudade ou afeto por ele, um traço de dor passou pelos olhos de Cesar.
— Vitória... eu ainda sou o seu pai. Será que não temos mais nada sobre o que conversar além de negócios?
Vitória foi direta:
— O que você acha?
Cesar engoliu seco, sem palavras.
Ela parecia um porco-espinho com todas as suas defesas armadas.
Ele não tinha a menor ideia de por onde começar a se aproximar.
— Vitória, um dia você vai entender que tudo o que eu faço é para o seu próprio bem.
Vitória já estava cansada daquela conversa inútil.
Mas, vendo a encenação dele, que quase parecia acreditar nas próprias mentiras, ela soltou uma risada debochada:
— Você quer dizer que arrumar uma amante foi para o meu próprio bem?
— Que engravidar a amante e ter outra filha foi para o meu próprio bem?
— Que expulsar a mim e a minha mãe de casa, por causa daquela mulherzinha, foi pensando no meu bem?
— Diretor Cesar, você pode até enganar os outros com esse discursinho, mas não caia na sua própria mentira.
O rosto de Cesar ficou pálido de raiva.
Sem um pingo de paciência para continuar ali, Vitória decretou, cortante:

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: No Lugar do Meu Ex, Casei com o Capitão da Polícia