Isaque quase não acreditou. Na sua cabeça, aquela frase carregava um subtexto claro: Cesar já aprovava o casamento dos dois.
— Muito obrigado, senhor! Eu prometo cuidar muito bem da Kelly!
Com isso, Isaque lançou um olhar apaixonado para Kelly, a devoção estampada em cada traço do rosto.
Kelly abaixou a cabeça, fazendo-se de tímida, e deu um tapinha de brincadeira no pai:
— Papai, por que tocar nesse assunto do nada?
Cesar abriu um sorriso paternal:
— Olha só, a Kelly ficou com vergonha. Eu achei que você quisesse espalhar para o mundo inteiro que arrumou um namorado jovem e promissor.
— Papai!
Fingindo estar brava, Kelly concentrou-se no banquete à sua frente e ignorou Cesar.
Muito prestativo, Isaque logo se adiantou:
— Deixa que eu descasco para você.
Kelly piscou para ele:
— Ai, muito obrigada!
Isaque sorriu:
— Não foi nada. Não precisa de tanta formalidade comigo.
Satisfeita, Kelly apoiou o queixo na mão e ficou assistindo Isaque descascar os frutos do mar para ela.
Cesar observou a cena em silêncio. De repente, lembrou-se de um detalhe e avisou a Kelly:
— Peça para as empregadas arrumarem dois quartos de hóspedes lá em casa.
Em seguida, mudou de ideia:
— Esquece, é melhor eu avisar a sua mãe.
Curiosa, Kelly perguntou:
— Papai, vamos receber visitas?
— Não são visitas. É a sua irm...
Em pânico, Kelly o interrompeu de imediato:
— Papai, deixa que eu mesma aviso a mamãe!
Cesar a encarou, confuso. Sem entender o motivo daquela reação exaltada, ele apenas concordou:
— Tudo bem.

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