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No Lugar do Meu Ex, Casei com o Capitão da Polícia romance Capítulo 122

— E sobre o resto? — Vitória Lacerda perguntou enquanto entrava no elevador, lado a lado com Fernando Pereira.

Foi só quando ela se virou para apertar o botão do andar que percebeu que Sérgio Castro não havia se movido. Ele continuava plantado no corredor.

Ela olhou na direção dele, confusa:

— Você não vai subir com a gente, Sérgio?

Sérgio Castro pareceu acordar de um transe, balançou a cabeça rapidamente e disse:

— Não, eu não vou subir agora. Tenho que sair para resolver uma coisa na rua.

Vitória Lacerda assentiu, murmurou um "volte cedo" e apertou o botão para fechar a porta.

Sérgio Castro observou as portas de metal se fecharem lentamente, com os olhos transbordando uma sensação amarga de perda.

Demorou um bom tempo até que ele se virasse e fosse embora pelo corredor, com uma expressão totalmente desolada.

Dentro do elevador, Vitória Lacerda lançou um olhar lateral para Fernando Pereira. Apesar do cansaço, ele parecia estranhamente de bom humor. Intrigada, ela disparou:

— Você não disse que ele não abriu o bico na sala de interrogatório? Por que está com essa cara de quem ganhou na loteria?

A curva imperceptível nos lábios de Fernando Pereira foi esmagada na mesma hora.

Ele pigarreou, retomando a postura fria e profissional:

— O que importa é que o suspeito está atrás das grades. A equipe virou a madrugada cruzando cada frame das câmeras de segurança da região. É um fato indiscutível que o Jay é o assassino A.

— A única ponta solta agora é entender o gatilho. Por que ele se tornou esse monstro.

— A diretoria lá em cima quer trazer um especialista em psicologia criminal para traçar o perfil dele.

A psicologia criminal já não era uma ciência obscura. Nos últimos anos, além de a sociedade se importar mais com a saúde mental, a polícia investigativa passou a depender muito mais dessa área para solucionar casos complexos.

O problema era que dominar essa disciplina exigia uma genialidade rara, e o país contava com pouquíssimos especialistas de ponta no mercado.

— E pretendem chamar quem?

— Ainda não bateram o martelo. — respondeu Fernando Pereira.

— Esse é um caso em série perfeitamente clássico. A chefia com certeza vai querer dissecar cada detalhe para usá-lo como material de estudo nas academias de polícia.

Vitória Lacerda não se chocou com a informação.

Casos de serial killers eram raros por natureza. Um criminoso como Jay, de origem humilde e sem educação formal, mas com um QI criminal de arrepiar, era um prato cheio para estudiosos da área.

Transformar a tragédia em caso de estudo era a forma da polícia evitar que aquilo se repetisse no futuro.

— Prepare-se, porque é bem provável que você seja jogada para os holofotes dessa vez. — avisou Fernando.

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