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No Dia do Luto — Traição romance Capítulo 373

— Lúcia, se você tem alguma coisa contra mim, venha em cima de mim, por favor… Não ameace o Antônio… A culpa foi minha…

Adriana, ao ver Antônio defendê-la, começou a choramingar na mesma hora, embora o braço estivesse torcido a ponto de parecer que ia se partir, ela ainda se recusava a calar a boca.

Lúcia franziu a testa. — Dona Sandra!

Ela gritou, e só então quem estava do lado de fora se atreveu a empurrar a porta.

Dona Sandra já escutava havia um bom tempo, parada no corredor. Quando Lúcia a chamou de repente, ela apenas abriu a porta por uma fresta, trêmula, sem ousar entrar.

Lúcia sabia que Dona Sandra estava ali fora, com o jeito intrometido que tinha, era impossível não ter vindo atrás para ver o que acontecia.

— Ligue para a polícia. Tem gente adulterando nesta casa. E os seguranças? Venham aqui e me ajudem a vigiar. Eu e o Diretor Lacerda precisamos conversar.

Lúcia puxou Adriana com força. Adriana tentou resistir, mas parecia uma mariposa debatendo as asas, sem qualquer firmeza.

Com os olhos vermelhos, ela procurou Antônio, suplicante. — Antônio…

— Lúcia, solte!

Antônio também já não aguentava. Ele não queria se indispor com Lúcia, mas o modo como ela vinha agindo ficava cada vez mais descontrolado e cruel.

Ele agarrou o braço de Lúcia e apertou, tentando obrigá-la a soltar Adriana.

Mas Lúcia se recusou a qualquer custo. Antônio forçou, Lúcia forçou mais, as unhas dela afundaram na pele de Adriana, e a dor arrancou dela um grito agudo.

— Está esperando o quê? Liga para a polícia — Lúcia insistiu, ainda falando com Dona Sandra.

Dona Sandra hesitou e olhou para Antônio. — Senhor…

— Dormiram juntos e ainda chama de mal-entendido. Vocês dois combinavam mesmo.

Lúcia sacudiu o braço e se livrou da mão de Antônio. Ela inspirou fundo algumas vezes, como se enfim respirasse melhor.

Antônio puxou Adriana para longe de Lúcia.

A mulher lançou o corpo na direção dele, querendo se enfiar no peito do homem, miserável como um bichinho maltratado à procura de consolo e proteção do dono.

— Saia daqui. Eu e o Antônio ainda não terminamos. Depois, o que for de vocês, vocês explicam na delegacia.

Lúcia se apoiou na mesa, passou a mão pelos cabelos em desalinho e observou os dois em silêncio.

Antônio também não deixou Adriana se aninhar nele, apenas a encarou com frieza e disse baixo: — Saia primeiro.

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