Entrar Via

No Dia do Luto — Traição romance Capítulo 374

— Antônio…

Adriana mostrou relutância. Tornou a olhar para Lúcia e, num instante, recompôs o semblante:

— Lúcia, não entenda mal. Na verdade, eu também espero que vocês fiquem bem. Não briguem por minha causa…

— Ótimo. Você sai, e a gente fica bem.

Lúcia falou com um meio sorriso que não chegava aos olhos, e as lágrimas que Adriana segurava perderam o lugar de cair.

Antônio também não queria mais Adriana espremida entre os dois. Voltou a falar:

— Já está tarde. Vá para casa.

Adriana apertou os lábios. A contragosto, mas sabendo que, se insistisse, só sairia perdendo, assentiu com um ar magoado. Tocou de leve as lágrimas e saiu devagar, olhando para trás a cada passo.

Mas, assim que cruzou a porta, aquela aparência lamentável se desfez.

Adriana ergueu o queixo, esfregou a bochecha que Lúcia tinha estapeado, e a frieza voltou a brilhar no fundo dos olhos.

Essa Lúcia… que ingratidão.

Mais cedo ou mais tarde, ela devolveria em dobro a humilhação de hoje.

— Sra. Pessoa, a senhora não pode ir embora agora.

Quando Adriana ia descer as escadas, Dona Sandra apareceu com seguranças e lhe barrou o caminho.

— O que vocês pensam que estão fazendo? — o susto cintilou no olhar de Adriana.

— Cumprindo a orientação da senhora da casa: pedimos que a senhora fique e aguarde a polícia.

Dona Sandra mantinha um sorriso manso, quase benevolente, mas as palavras vinham carregadas de pressão.

Adriana recuou alguns passos e se virou para voltar ao quarto, atrás de Antônio. Os seguranças, porém, foram mais rápidos: agarraram-lhe o braço e a contiveram à força.

Ela olhou de volta para Dona Sandra, simples e discreta, e puxou um sorriso de deboche.

— Você enlouqueceu? Você é só uma empregada. O dono desta casa é o Antônio. Vai mesmo levar a sério o que a Lúcia diz?

Dona Sandra engoliu em seco, como se juntasse coragem.

Ao ver as cláusulas que ela acrescentava, achou, do fundo da alma, quase risível.

Quando se casaram, ele a advertira de que o casamento não podia ser divulgado.

Não imaginava que, no divórcio, seria ela a exigir que a história deles permanecesse em segredo.

Um casamento inútil.

— Lúcia, a guarda da Denise não vai para você.

Antônio pressionou o documento com a mão e falou num tom frio.

— Então tudo bem. Deixe a Denise escolher livremente. Se ela escolher você, eu aceito.

Lúcia cedeu um passo.

Não por Antônio — por Denise.

— Mas, se você ficar com a Denise, o acordo do divórcio vai precisar de mais uma cláusula: você nunca poderá se casar com Adriana. E, se for se casar de novo, só depois de nossa filha ser maior de idade. Até lá, ninguém vai morar nesta casa. Vanessa não terá a tutela de Denise. E o tutor legal e os professores da nossa filha serão escolhidos por mim.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: No Dia do Luto — Traição