Entrar Via

No Dia do Luto — Traição romance Capítulo 357

Lúcia foi proteger Denise, mas, no instante seguinte, uma “parede” de corpo se colocou ao lado dela.

O cheiro familiar veio primeiro. Antes que ela reagisse, já estava envolvida pelos braços dele, puxada junto, atravessando a rua em passos largos.

— Antônio, o que você acha que está fazendo agora?

Assim que chegaram do outro lado, ela empurrou o homem. No rosto de Antônio, sob a luz fraca, os traços pareciam ainda mais marcados.

— Tinha muita gente. Eu fiquei com medo de você levar uma trombada.

— Eu não sou frágil como a Adriana. E não preciso da sua gentileza falsa.

Quanto mais bonito Antônio falava, mais Lúcia sentia a raiva subir.

O que aquilo significava? Ele estava encenando afeto?

— Lúcia... o seu preconceito contra mim é tão grande assim?

As palavras dela também o feriram, Antônio não conseguiu segurar.

— Uau! Aquilo é uma lanterna na água? Que lindo!

Quando os dois estavam prestes a discutir de novo, Denise gritou.

E, sem se importar com os pais, saiu correndo para a frente.

— Denise! Vai devagar!

Havia muita gente, Lúcia temeu que Denise caísse e foi atrás na hora.

À beira do lago artificial, vários vendedores ofereciam lanternas de todos os tipos: barquinhos, patinhos, flores de lótus... coloridas, delicadas, bonitas demais.

Denise escolheu por um bom tempo numa barraca e acabou pegando uma lanterna em forma de flor cor-de-rosa.

— Quanto custa?

— Trinta.

Lúcia perguntou o preço e ia pegar o dinheiro quando Antônio surgiu atrás dela.

— Eu pago.

— Me dá vinte.

O vendedor se assustou.

— ...

— O que foi?

Ao ver que ele não fazia nada, Lúcia percebeu que havia algo estranho.

O rosto de Antônio ficou um pouco pálido, embora, no escuro, não fosse tão evidente.

Ele limpou a garganta e olhou de Lúcia para Denise. A filha também o encarava, confusa.

Nesse momento, um casal jovem se aproximou e apontou para a mesma lanterna cor-de-rosa.

— Moço, eu quero essa.

— Desculpa, só tem essa última — disse o vendedor, e olhou de novo para Antônio, que ainda não tinha pago.

— Deixa que eu pago — disse Lúcia, achando que ele estava só implicando com ela.

Mas, antes que terminasse, Antônio tirou o relógio do pulso e o estendeu.

— Troca por isso.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: No Dia do Luto — Traição