— Tem mesmo alguém neste lugar? — Daniel Duarte olhou para a escuridão total à sua frente; se não fosse absolutamente necessário, ele não estaria ali de jeito nenhum.
Alice Almeida só pensava em encontrar Gabriela, e sequer olhava para onde pisava.
Isso fez com que ela pisasse numa pedra e quase caísse.
Sebastião Santos segurou seu braço imediatamente:
— Cuidado.
O braço excepcionalmente fino de Alice Almeida fez o olhar de Sebastião Santos escurecer:
— Vou segurar você enquanto andamos.
Alice Almeida assentiu. Ela finalmente não conseguiu se conter e gritou para a escuridão:
— Gabriela! Gabriela, onde você está?
No entanto, além do seu próprio eco e do canto dos pássaros assustados, não houve nenhuma outra resposta.
O coração de Alice Almeida afundava cada vez mais enquanto ela continuava a procurar por Gabriela na penumbra.
Finalmente, após procurar por mais um trecho, Alice Almeida pareceu ouvir vagamente o som de água.
Ela ergueu a cabeça e olhou para Sebastião Santos:
— Você ouviu o som de água?
Sebastião Santos franziu a testa e assentiu:
— Ouvi.
Daniel Duarte levantou a mão e apontou para uma direção:
— Srta. Almeida, o som deve estar vindo daquela direção.
Alice Almeida assentiu; a dedução de Daniel Duarte coincidia com a direção que ela havia identificado.
Ela não pôde deixar de apressar o passo, caminhando em direção ao som da água.
De longe, antes mesmo de se aproximar, Alice Almeida avistou um poço um tanto dilapidado.
E a pequena Gabriela estava agachada ao lado do poço.
À sua frente, havia uma grande bacia cheia de água e roupas.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Não Quero Mais Ser A Sra. Cavalcanti!