Mesmo assim, Hugo Oliveira costumava contratar alguém para fazer a limpeza regularmente. Portanto, o lugar ainda parecia bastante arrumado.
Quando Alice Almeida chegou ao pátio carregando alguns presentes, Hugo e sua esposa, Zélia Zola, já a esperavam.
Ao vê-la entrar, Hugo foi o primeiro a se levantar para recebê-la, com Zélia logo atrás. Ambos exibiam grandes sorrisos.
— Ora, Alice, já disse que não precisava trazer nada! — exclamou Hugo.
— É o mínimo que posso fazer, ainda mais incomodando vocês hoje. — Alice entregou as sacolas.
Zélia não fez cerimônia e aceitou com naturalidade.
— Que incômodo nada! Somos todos família!
Ao ver a atitude expansiva da esposa, Hugo sorriu para Alice, um pouco envergonhado.
— Esta é minha esposa, Zélia.
— Prazer em conhecê-la, Sra. Zola. — cumprimentou Alice educadamente.
Zélia acenou com a mão, dispensando a formalidade.
— Nada de senhora, que bobagem! Pode me chamar de Tia Zélia. E a ele... — Ela deu um tapinha no ombro de Hugo. — Tio Hugo!
Hugo franziu o cenho.
— Por que Tio Hugo e Tia Zélia? Não deveria ser Tia Zélia e sobrinha?
Zélia revirou os olhos.
— Deixa disso, somos todos próximos aqui. Tia já soa antigo demais.
Alice riu da interação do casal. Ficava claro que eles formavam um casal amável.
Hugo acompanhou o riso, corando levemente.
— Viu só? Estamos fazendo a Alice rir de nós.
A brisa soprou suavemente, espalhando o aroma de frutas e flores, enquanto as folhas da árvore grande farfalhavam ao vento.
Alice fechou os olhos. Por um instante, parecia ter retornado àqueles tempos pacíficos e felizes.
— Alice, venha provar este chá gelado.
A voz de Zélia a trouxe abruptamente de volta à realidade.
Ela piscou, um leve traço de tristeza em seu coração.
— No verão, nada melhor que um chá gelado. — Zélia não percebeu a melancolia de Alice e lhe entregou o copo. — Seu Tio Hugo insiste em dizer que eu estrago as folhas de chá.
— É um chá de ótima qualidade! Colocar em água gelada não é um desperdício?! — reclamou Hugo, saindo com uma caixa nas mãos e a colocando na mesa de pedra diante de Alice. — Alice, você prefere abrir agora ou levar para casa?
Alice olhou fixamente para a caixa.
— Vou abrir aqui mesmo.

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