Cecília entendia a lógica dessas palavras.
Mas era realmente difícil para ela não deixar a mente vagar.
Porque era tudo... absurdo demais.
O destino havia lhe pregado uma peça imensa.
Essa brincadeira começou com aquele mês de pesadelos grotescos e aterrorizantes.
A antiga Cecília não conseguia pensar nos detalhes; ela estava consumida internamente, encurralada, e só viu na separação de Gustavo uma forma de se salvar.
Será que ela errou?
Parece que, para continuar vivendo, não.
Será que Gustavo errou?
Considerando o quanto ela estava desgastada na época, será que ele podia dizer que não tinha culpa nenhuma? Havia problemas que ela já tinha mencionado inúmeras vezes, por que ele precisou esperar até que chegassem a um ponto de vida ou morte para perceber que precisava mudar?
Cecília, sem dúvida, guardava ressentimentos dele.
Até hoje, ela não sabia ao certo que tipo de sentimento ainda nutria por Gustavo.
... Parece que, agora, isso também não importava mais.
A pessoa se foi.
Falar de sentimentos não tinha mais sentido.
...
O clima na Serra estava límpido e fresco, com um céu azul que se estendia infinitamente.
Cecília desceu do avião em silêncio e, sem pausas, foi direto para o hospital.
Ela tremia muito, mantendo a cabeça baixa, sem ousar olhar para a frente, como se tivesse medo de ver algo, ou talvez esperasse ver algo; estava num conflito interno extremo.
Cristiano segurou levemente sua mão, querendo dar-lhe coragem para enfrentar a realidade, e disse com voz suave:
— Vamos, Cecília.
— Aconteça o que acontecer, seu irmão estará sempre ao seu lado, certo?
Nathan silenciou por um momento ao ouvir isso, abriu a boca, mas havia tantas coisas para explicar que ele não sabia por onde começar.
Depois de um tempo.
Ele suspirou profundamente, abriu caminho e fez um gesto de "por favor", curvando-se levemente, e disse com respeito:
— Srta. Tavares, há certas coisas... que é melhor a senhora ver com os próprios olhos.
— Quando vir o Sr. Fernando pessoalmente, acredito que entenderá muitas coisas.
Os cílios de Cecília tremeram levemente; ela apertou os lábios e não disse nada.
Seu coração batia acelerado, parecia prestes a explodir, e seu corpo tremia incontrolavelmente.
Cecília respirou fundo.
Ela tentou acalmar suas emoções, esforçando-se para suprimir o tremor na voz, e disse roubamente:
— Entendi.
— Nathan... por favor, leve-me até ele.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Na Noite da Tempestade, Eu Escolhi Partir
Pessoal aqui da plataforma,agora que os capítulos são pagos eles tem que pelo estarem completo tem capítulos aqui que estão incompleto dificultando o entendimento da história por favor revisem para nós leitores não ficarmos sem a história completa 😕...