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Na Noite da Tempestade, Eu Escolhi Partir romance Capítulo 444

Cecília baixou a cabeça para acalmar a bebê e respondeu:

— Deixa pra lá, eu mesma cuido. A bebê já não consegue ficar longe dele, se eu não ficar com ela, vai chorar ainda mais.

Cristiano não insistiu. Com a voz rouca e um olhar complexo dirigido a Cecília, disse:

— ... Tudo bem.

— Cecília, não veja as notícias ultimamente. O mundo lá fora está uma bagunça depois do Ano Novo, fique em casa cuidando da criança.

Cecília, que já não tinha interesse nessas coisas, assentiu:

— Ok.

Ela pegou o celular novamente, ainda pensando em ligar para Gustavo para pedir socorro. Ao tocar na tela, percebeu que alguém havia lhe enviado várias mensagens.

O ícone mostrava um alerta vermelho brilhante. Cecília não pensou muito e clicou para ver.

Ela baixou as pálpebras, os cílios longos e densos tremeram. Não se sabia o que ela vira, mas de repente ficou em silêncio absoluto, seu rosto liso e delicado não demonstrava qualquer expressão.

Cristiano, tendo dado o recado, preparava-se para sair. Ele estava com o rosto fechado, parecia ter pressa.

— Irmão.

De repente.

A voz suave e calma de Cecília o chamou.

Cristiano parou, virou-se para ela. Seus olhos frios estavam agora cheios de uma gentileza inédita enquanto perguntava pacientemente:

— O que foi, Cecília? Mais alguma coisa?

Cecília levantou a cabeça e olhou fixamente para ele. Seus olhos de corça, negros e límpidos, estavam cheios de emoções difíceis de decifrar. Com uma expressão tranquila, perguntou casualmente:

— Onde está o Gustavo?

Cristiano travou.

Ele repuxou o canto da boca, desviou o olhar instintivamente para não encará-la, o pomo de adão moveu-se lentamente e ele respondeu com voz rouca:

— Não sei, deve ter ido para casa.

— Você não mandou ele ir embora? Ele também tem que trabalhar depois do Ano Novo, a empresa tem muitos assuntos para resolver.

Cristiano parecia falar mais do que o normal hoje.

Os cílios de Cecília agitaram-se. Ela continuou dando tapinhas leves em Candy, que chorava copiosamente, e disse pensativa:

...

Cristiano fechou a porta e saiu do segundo andar.

Ao chegar à sala, encontrou Aurora Rocha sentada no sofá, chorando compulsivamente.

Ao ouvir o barulho na escada, ela levantou a cabeça rapidamente, levantou-se desajeitada para segurar a mão de Cristiano e perguntou soluçando:

— Filho, e a Cecília... como ela está?

Cristiano respondeu:

— Mãe, é melhor não contarmos a ela por enquanto.

— A Cecília ainda não superou a morte do Fernando. Se souber disso agora, tenho medo que...

Aurora, ao ouvir isso, quase desmaiou de tristeza. Caiu sentada no sofá, bateu na própria perna e chorou desesperada:

— E agora? O que vamos fazer?

— Não tem como não fazer o funeral. A Cecília... ela vai acabar sabendo cedo ou tarde.

— Não podemos impedi-la de levar a Docinho ao funeral do Gustavo, podemos?

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