Cecília baixou a cabeça para acalmar a bebê e respondeu:
— Deixa pra lá, eu mesma cuido. A bebê já não consegue ficar longe dele, se eu não ficar com ela, vai chorar ainda mais.
Cristiano não insistiu. Com a voz rouca e um olhar complexo dirigido a Cecília, disse:
— ... Tudo bem.
— Cecília, não veja as notícias ultimamente. O mundo lá fora está uma bagunça depois do Ano Novo, fique em casa cuidando da criança.
Cecília, que já não tinha interesse nessas coisas, assentiu:
— Ok.
Ela pegou o celular novamente, ainda pensando em ligar para Gustavo para pedir socorro. Ao tocar na tela, percebeu que alguém havia lhe enviado várias mensagens.
O ícone mostrava um alerta vermelho brilhante. Cecília não pensou muito e clicou para ver.
Ela baixou as pálpebras, os cílios longos e densos tremeram. Não se sabia o que ela vira, mas de repente ficou em silêncio absoluto, seu rosto liso e delicado não demonstrava qualquer expressão.
Cristiano, tendo dado o recado, preparava-se para sair. Ele estava com o rosto fechado, parecia ter pressa.
— Irmão.
De repente.
A voz suave e calma de Cecília o chamou.
Cristiano parou, virou-se para ela. Seus olhos frios estavam agora cheios de uma gentileza inédita enquanto perguntava pacientemente:
— O que foi, Cecília? Mais alguma coisa?
Cecília levantou a cabeça e olhou fixamente para ele. Seus olhos de corça, negros e límpidos, estavam cheios de emoções difíceis de decifrar. Com uma expressão tranquila, perguntou casualmente:
— Onde está o Gustavo?
Cristiano travou.
Ele repuxou o canto da boca, desviou o olhar instintivamente para não encará-la, o pomo de adão moveu-se lentamente e ele respondeu com voz rouca:
— Não sei, deve ter ido para casa.
— Você não mandou ele ir embora? Ele também tem que trabalhar depois do Ano Novo, a empresa tem muitos assuntos para resolver.
Cristiano parecia falar mais do que o normal hoje.
Os cílios de Cecília agitaram-se. Ela continuou dando tapinhas leves em Candy, que chorava copiosamente, e disse pensativa:
...
Cristiano fechou a porta e saiu do segundo andar.
Ao chegar à sala, encontrou Aurora Rocha sentada no sofá, chorando compulsivamente.
Ao ouvir o barulho na escada, ela levantou a cabeça rapidamente, levantou-se desajeitada para segurar a mão de Cristiano e perguntou soluçando:
— Filho, e a Cecília... como ela está?
Cristiano respondeu:
— Mãe, é melhor não contarmos a ela por enquanto.
— A Cecília ainda não superou a morte do Fernando. Se souber disso agora, tenho medo que...
Aurora, ao ouvir isso, quase desmaiou de tristeza. Caiu sentada no sofá, bateu na própria perna e chorou desesperada:
— E agora? O que vamos fazer?
— Não tem como não fazer o funeral. A Cecília... ela vai acabar sabendo cedo ou tarde.
— Não podemos impedi-la de levar a Docinho ao funeral do Gustavo, podemos?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Na Noite da Tempestade, Eu Escolhi Partir
Pessoal aqui da plataforma,agora que os capítulos são pagos eles tem que pelo estarem completo tem capítulos aqui que estão incompleto dificultando o entendimento da história por favor revisem para nós leitores não ficarmos sem a história completa 😕...