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Na Noite da Tempestade, Eu Escolhi Partir romance Capítulo 443

Cecília estava em casa ninando a bebê.

Desde que Gustavo fora embora, Candy dormia de forma agitada.

Tinha acabado de adormecer, mas logo estalou a boca, acordou assustada e começou a chorar alto, agitando as mãozinhas, um choro de tremer as paredes.

Cecília, com uma expressão de cansaço, estava no quarto ao lado prestes a se deitar para descansar um pouco. Ao ouvir o choro da bebê, assustou-se e correu para acalmá-la.

— Bebê boazinha, não chore, não chore, a mamãe está aqui — disse Cecília com paciência.

Dessa vez, Candy chorava de forma especialmente dolorosa.

Normalmente ela se acalmava logo, mas agora nada funcionava. Chorava até o rostinho ficar vermelho, tossindo, quase sem ar.

Vendo o sofrimento da filha, Cecília franziu a testa, sentindo um misto de dor no coração e impotência.

Por fim, sem outra opção, pegou Candy no colo e foi para o quarto, pensando em pegar o celular para ligar para Gustavo e mandá-lo voltar para acalmar a bebê.

Cecília estava irritada.

No instante em que pegou o celular, sentiu uma pontada aguda no coração, como uma agulhada, tão dolorosa que quase lhe faltou o ar.

Ela franziu as sobrancelhas, mas não deu muita importância. Pensou, resignada, que não dava para continuar assim, talvez fosse melhor ligar para Gustavo, chamá-lo de volta e deixá-lo levar a criança. Que levasse logo.

Afinal...

Candy não conseguia ficar longe dele, bastava se separarem para ela chorar.

— Buá... uh uh... buá!

— Pa... pa... buá!

O choro dava dor de cabeça em Cecília.

Seu peito estava estranhamente oprimido, como se houvesse uma pedra pesada ali. Não sabia por que, mas sentia-se subitamente muito inquieta.

Cecília franziu a testa, ninando Candy enquanto se preparava para discar para Gustavo.

Cristiano olhou para ela, respirou fundo para se acalmar e observou atentamente a expressão de Cecília. Ao ver que ela não demonstrava nada anormal, franziu levemente a testa, parecendo em conflito.

Silêncio por um momento.

Cristiano recuperou sua habitual frieza e estabilidade, dizendo:

— Nada, só ouvi a bebê chorando e vim ver se precisava de ajuda.

Cecília ficou irritada ao tocar no assunto e reclamou baixinho:

— A culpa não é toda dele? Se ele tivesse ficado longe da bebê desde o começo, ela não estaria assim tão dependente, chorando toda vez que ele sai.

Cristiano silenciou.

Seu olhar escureceu. Pela primeira vez, ele ficou calado e não se juntou a Cecília para criticar Gustavo. Apenas disse:

— Então deixe a mãe ajudar a cuidar, ou posso contratar uma babá especializada para você.

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