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Na Audiência Do Divórcio, Ele Usou Nossa Filha Para Me Reter romance Capítulo 307

Em seu coração, Dona Ólivia sentiu aversão a Lucas; achava aquela criança cruel demais, tentando destruir o rosto de outra pessoa em uma idade tão jovem.

Ela já havia ouvido um pouco sobre a rivalidade entre Carla e Natália, mas isso era assunto de adultos, e Carla não atacou Lucas.

Que Lucas fosse tão cruel com ela; Dona Ólivia olhava para Lucas agora como quem olha para uma besta feroz.

Ela desejava que ele não fosse seu neto; não queria uma criança nascida de genes tão ruins.

Dona Ólivia recusou secamente, com o rosto cheio de desprezo por Lucas: — Leve-o para a família Fontes. Eu quero cuidar da Beatriz.

Ouvindo isso, o coração de Luna quase saltou pela boca de tanto medo. Se Lucas fosse para a família Fontes, quem sabe não a entregaria.

Ela não queria ir para a prisão.

Luna se apressou em fingir pena, pegou Lucas no colo e culpou Dona Ólivia: — Mãe, por que você é assim? O meu irmão vai tentar salvar a Natália, o Lucas agora não tem os pais por perto, e como avó você deveria ajudar a cuidar.

Dona Ólivia repreendeu: — Cale a boca! Quem mandou você se intrometer nos assuntos do seu irmão?

Cada um deles tirava sua paz; ela se arrependeu profundamente de ter tido ciúmes de Carla e tê-la maltratado na família Monteiro anos atrás.

Se ela a tivesse tratado bem, os resultados agora seriam diferentes?

Mas Luna insistiu em levar Lucas de volta.

Se não estivessem em público, Dona Ólivia teria dado um tapa na filha. Natália já havia feito algo tão vergonhoso e Dona Ólivia não queria se envolver nisso de jeito nenhum.

— Eu não levo. Que proveito há em cuidar de uma criança assim?

Luna controlou a mão para não tremer, abraçando Lucas e lançando um olhar de socorro a Ricardo.

Ricardo também pediu que Dona Ólivia o levasse e cuidasse dele; ele pediu ao motorista que o levasse à delegacia.

Dona Ólivia conduziu a contragosto Luna e Lucas de volta; ela nem queria tocar em Lucas.

Na ambulância.

A caminho do hospital, Carla olhou para Antonio com lágrimas nos olhos, comovida e ainda assustada. Com a voz trêmula e suave, Carla falou: — Antonio, que sorte você me protegeu. Se não fosse você, eu poderia ter ficado cega. Nem sei como vou te agradecer por isso.

Antonio apertoulhe a mão com força e sorriu: — Sou o seu namorado. Se eu não te proteger, quem o fará? — Antonio olhou para ela com olhos ardentes. — Então, depois que as suas coisas estiverem resolvidas, vamos nos casar, está bem?

Após a pergunta, o coração de Antonio bateu como um tambor, temendo que Carla não concordasse.

Mas, inesperadamente, Carla aceitou na mesma hora: — Sim, eu caso com você. Só que você vai ter que me esperar por um tempo.

Como ainda não havia recebido a sentença de divórcio, ela não poderia assinar os papéis com Antonio.

Ela compreendia melhor que ninguém o quão valioso era o amor de um homem que a protegia arriscando a própria vida. Ela riu suavemente: — Antonio, Deus não foi injusto comigo; me fez dar tantas voltas até te encontrar.

Naquele breve momento, Antonio não se importou com o que Lucas estava borrifando e a protegeu com todas as forças.

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