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Minha Senhorita Coelhinha romance Capítulo 4

Agora, Hayden, Jasper e eu estávamos na diretoria.

"Posso saber o que aconteceu?", perguntou o diretor, nos fitando por baixo de seus enormes óculos de leitura, que pareciam cobrir a maior parte de seu rosto.

"Foi ele que começou", respondeu Jasper, olhando na direção de Hayden, que estava parado próximo à janela, indiferente.

Houve um discreto arquear dos cantos dos lábios do valentão, revelando um sorriso sutil. "Fui eu? Então, por que todos os outros alunos ficaram do meu lado?", rebateu ele, dando de ombros.

"Se é assim, então, vocês dois, Jasper Owens e Graci..." Assim que diretor começou a falar, corri e me ajoelhei em frente a ele.

"Não! Não fomos nós! Ele derramou leite em mim, senhor! E depois..." Antes que eu pudesse terminar de explicar, fui interrompida pelo Sr. Hillman.

"Estou muito desapontado, Gracie. Esperava isso de todos, menos de você, que sempre foi uma aluna tão boa." Ele balançou a cabeça, decepcionado.

"Mas eu não fiz nada! Eu..."

"Já chega. Vocês dois vão ficar em detenção", decidiu ele, gesticulando para que saíssemos.

Como assim? Eu nunca recebi uma detenção antes!

Se isto acontecesse, afetaria minhas notas.

E como eu explicaria aos meus pais?

Olhei para Hayden, que ostentava uma expressão vitoriosa.

Em pânico, avancei contra ele e agarrei a gola de sua camisa.

"Diga a ele o que você fez! Diga que foi você!"

Ele não respondeu. Em vez disso, recuou e deu um tapinha em minha mão, como se fosse um mero inseto.

Jasper se aproximou de mim, não sem antes lançar um olhar penetrante a Hayden.

"Vai ficar tudo bem, Gracie. Vamos logo", me acalmou ele, pegando minha mão. Havia preocupação estampada em seu rosto.

"Já vou indo também, Sr. Diretor." Soltando uma risadinha, Hayden passou por Jasper e por mim. Será que ele ia mesmo se livrar dessa? Mesmo tendo começado tudo aquilo, nem ia ser punido?

O Sr. Hillman apenas assentiu, voltando a se concentrar nos documentos em sua mesa.

"O que vocês dois estão esperando?", questionou ele, ajustando os óculos no topo do nariz.

Fez apenas dois dias que Hayden voltou, e minha vida já estava mudando...

Para pior.

****************************†********* **

Me olhei no espelho e vi uma garota com cachos morenos e olhos acinzentados e opacos. Soltei um suspiro. Por que eu não podia ser magra como aquelas líderes de torcida? Talvez, como a Brittany? Eu era mais cheinha, e meus seios eram um pouco maiores que os das outras. Afrouxando meu rabo de cavalo, coloquei meus fones de ouvido. A roupa que eu vestia parecia boa para um passeio.

A noite já caíra, envolvendo tudo em sua escuridão, e a solidão dentro de casa tornava-se sufocante. Todos sabiam que o bairro era seguro, exceto minha mãe, que insistia em duvidar...

Se ao menos eu tivesse mais irmãos, não precisaria sair.

Fui ao meu restaurante favorito e pedi um suco de laranja. Quando estava na metade do copo, a porta se abriu e algumas pessoas entraram. A príncipio, não me importei, mas, logo ouvi uma voz familiar.

Me virei e quase derramei minha bebida. Eram Brittany, a líder de torcida, e alguns outros alunos populares. Mas não foram eles que chamaram minha atenção...

Foi ele...

O que Hayden estava fazendo aqui?

Para minha sorte, ele ainda não me notou, pois escolheram uma mesa mais afastada.

Meu coração galopava, desenfreado, e minha respiração se tornou irregular. Este era suposto ser um fim de semana de descanso...

Inspirei lentamente, buscando acalmar meus nervos. Apesar de todos os caminhos estarem bloqueados, estávamos fora da escola. Ele não poderia me fazer mal, mas a coragem para sair ainda me escapava, mesmo com meu copo agora vazio.

Porém, estava ficando muito escuro lá fora...

Eles estavam a pelo menos cinco mesas de distância de mim. Talvez, eu pudesse simplesmente sair sem que eles percebessem.

Eu deveria arriscar?

Levantei-me e segui em direção à porta, mas não tive tanta sorte.

"Ei... aquela não é a Gracie, lá da escola?", disse Josh, um dos meus colegas.

"Não sou, não!", rechacei, tentando me levantar.

"É sim, e vou provar isso agora mesmo", enunciou ele. E, antes que eu pudesse assimilar o significado de suas palavras, fui novamente puxada pelo braço.

"O que é isso!?" Aflita, não pude conter as lágrimas ao perceber seus lábios agarrados em meu pescoço. Enquanto minha respiração falhava, seus dedos audaciosamente se aventuraram por baixo da minha saia, encontrando seu destino na minha calcinha.

"Sua b*ceta deve estar molhada agora", sussurrou ele, sua respiração soprando contra a minha nuca.

Em resposta às suas palavras obscenas, sacudi minha cabeça freneticamente e lutei, determinada a resistir, quando seus dedos começaram a tocar meu clit*ris.

"Por favor, me solte..."

No entanto, de forma inesperada, um gemido escapou de meus lábios, diante da explosão repentina de prazer que me percorreu. Inadvertidamente, como se meus quadris tivessem vida própria, comecei a me mover em direção a ele.

Eu não queria. Então, por que meu corpo estava reagindo desta maneira?

"Quer mais? Você tá tão molhada pra mim..."

Em meio a um soluço sufocado, fechei os olhos, sendo dominada pela crescente pressão de suas mãos.

Eu queria dizer 'não', mas só conseguia gemer.

De repente, fui tomada por uma crescente onda de prazer, e gritei enquanto seus dedos me penetravam, arrancando um org*smo repleto de hesitação.

Minhas pernas tremiam muito, e tive que me agarrar a ele para me apoiar.

Uma maré de vergonha inundou meu ser. Como pude me deixar levar dessa forma? Felizmente, estava um breu, e nos encontrávamos sozinhos. Mas, ainda assim...

Com os olhos arregalados, observei, horrorizada, enquanto ele levava seus dedos reluzentes, encharcados com meus fluidos, aos seus próprios lábios.

"Você é uma v*gabunda, Gracie", zombou ele, antes de dar-me as costas.

Neste instante, senti um misto de autodesprezo e desprezo por ele. Por que não lutei mais...?

Voltei para casa e tranquei a porta ao entrar, indo direto para o meu quarto. Precisava resolver essa situação, mas como?

Tinha que parar antes que ele me arruinasse por completo...

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