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Minha Rosa Me Deixou romance Capítulo 70

Givaldo chorou até perder as forças, ficando deitado e abafando o choro enquanto apanhava.

“No final, esses dez golpes foram por você não se comportar como um homem! Diante de qualquer dificuldade pequena, você já começa a chorar, só sabe chamar pela mãe ou pelo pai, sem saber resolver os problemas sozinho, merece apanhar!”

Bruna, ao lado, assistia com o coração quase saindo pela boca; afinal, ela já era uma senhora de idade e sentia pena da criança.

No entanto, ao olhar para o outro lado, viu que o senhor estava calmamente tomando seu chá, sem demonstrar a menor intenção de intervir e ainda com um leve sorriso nos lábios.

Depois de disciplinar o menino, Samara jogou o cinto de lado.

Com a mão cansada de tanto bater, abaixou a cabeça para massagear o pulso dolorido.

Givaldo quase desmaiou de cansaço e ficou largado ali, mesmo após a “bruxa” sair, sentindo uma ardência intensa no traseiro.

Ele olhou para Ernesto com uma expressão de injustiça, abriu a boca e estava prestes a chorar novamente: “Papai, papai... me salva!”

Samara levantou o olhar lentamente e lançou-lhe um olhar gélido, rindo com desprezo: “Chamar seu pai não adianta. Se ele fosse igual a você, eu bateria nele do mesmo jeito!”

Givaldo sentiu um calafrio nas costas ao ouvir isso, não ousando dizer mais nada e segurando as lágrimas com todas as forças.

No fundo, reconheceu o verdadeiro temor que aquela mulher inspirava.

Afinal, nem sua mãe jamais ousara dizer algo assim para seu pai.

Ernesto curvou levemente os lábios e, com um leve sorriso, disse: “Samara está certa. Nesta casa, o que ela diz é como se fosse eu dizendo.”

Givaldo olhou incrédulo para aquele homem habitualmente sério, que agora defendia aquela “bruxa” com tanta gentileza. Era mesmo seu pai?

Samara resmungou e ignorou o menino indisciplinado, virando-se e subindo elegantemente as escadas para lavar o rosto.

A surra parecia ter surtido um efeito excelente.

Quando Samara saiu do banheiro, já não ouviu mais nenhum choro vindo do andar de baixo.

Retornando ao quarto, deitou-se e acendeu o abajur. Em seguida, ligou para sua amiga Isabel Lacerda.

Isabel fora sua colega de faculdade e também era mãe solteira, morando na vizinha Cidade Palmeira Verde.

Nos últimos anos, devido ao trabalho, as duas raramente se encontravam, mas mantinham contato por telefone quase toda semana.

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