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Minha Rosa Me Deixou romance Capítulo 69

Ernesto lembrou-se do olhar fixo de Thiago, preso no segundo andar.

Num instante de claridade em sua mente, ele pensou que a mulher por quem Thiago havia se apaixonado à primeira vista era Samara.

Porém, a mulher em seus braços naquele momento parecia recém-desperta, sem forças para resistir às suas provocações.

Parecia que ela dormira profundamente, sem dar indícios de ter saído do quarto.

Ernesto achou-se tolo por ter cogitado tal possibilidade.

“Você está doente, louco, completamente sem noção!” Samara o empurrou com irritação.

Ele sorriu levemente, retomando a postura gentil de antes e ajustou o roupão nela: “Vamos descer para comer? Hoje Bruna preparou vários dos seus melhores pratos.”

Samara realmente estava faminta, então, de bochechas infladas e expressão descontente, acompanhou-o até o andar de baixo.

No térreo, uma funcionária segurava um garotinho no colo e tentava alimentá-lo com mingau.

Foi a primeira vez que Samara viu a criança de forma oficial.

O menino era até bonito, mas extremamente franzino, com uma delicadeza doente no olhar, lembrando um pouco Geovana.

O pequeno apresentava febre alta; ao receber uma colher de mingau próximo aos lábios, ficou nervoso e começou a chorar, derrubando a tigela com um tapa.

O mingau, ainda intacto, foi desperdiçado no chão.

Tsc. Samara franziu o cenho, observando que aquele garoto tinha um temperamento nada fácil.

“Givaldo Mendonça.”

A voz grave do homem ecoou do topo da escada.

Imediatamente, a criança cessou o choro, demonstrando um medo especial de Ernesto, murchando os lábios e olhando-o com olhos úmidos: “Papai.”

Samara interrompeu o movimento ao descer os degraus, surpresa com a cena.

Papai?!

Ernesto não corrigiu o menino quanto ao chamado, apenas manteve o semblante sério e se aproximou: “Pegue o que caiu no chão e coma.”

Givaldo lançou-se nos pés de Ernesto, agarrando-se à sua perna e choramingou: “Papai... quero a mamãe! Quero a mamãe!”

Com uma das mãos, Ernesto ergueu o menino e o colocou à mesa: “Se não comer direito, nunca mais verá sua mãe.”

“Mamãe! Mamãe!” Givaldo passou a berrar em altos brados.

Samara sentiu os ouvidos latejarem com tanto barulho.

Já vira muitas crianças, mas nenhuma tão barulhenta.

Sentou-se na outra ponta da mesa, pegou alguns pedaços de pão, molhou-os na sopa e serviu-se de um pouco de macarrão.

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