Roberto já estava acostumado com a maneira como Lavínia falava com ele, com cada frase cheia de farpas.
Portanto, ao ouvir Lavínia se recusar deliberadamente a dizer o que havia perdido, ele apenas lançou um olhar oblíquo para ela, depois desviou o olhar e continuou a procurar por ela no restaurante.
Lavínia, vendo que, mesmo depois de ter dito tudo aquilo, Roberto ainda não tinha intenção de ir embora, não pôde deixar de morder o lábio de ansiedade. Sem outra opção, ela só pôde falar novamente para mandá-lo embora.
“Roberto, eu não preciso que você procure. Vá embora agora! Vá cuidar dos seus próprios assuntos, não se meta onde não é chamado.”
Sentindo a rejeição de Lavínia, os olhos de Roberto escureceram, envoltos em um brilho sombrio e indecifrável.
Ele parou de procurar, levantou lentamente o olhar e encontrou o de Lavínia.
“Quanto mais você não me deixa procurar, mais eu vou te ajudar a procurar. Você não me escuta, e eu, com mais razão, não vou te escutar.”
“Você…” Lavínia estava completamente sem palavras com Roberto.
“Como quiser! Não vou mais perder meu tempo falando com você.”
Roberto não respondeu e continuou a procurar de cabeça baixa.
Ao ver isso, Lavínia não pôde deixar de ranger os dentes, com um sentimento de frustração que não tinha onde descarregar.
Ela sentia que ela e Roberto simplesmente não eram compatíveis! Senão, por que sempre que o encontrava, nada de bom acontecia?
Apesar da frustração, Lavínia sabia que precisava encontrar o que havia perdido.
Não só isso, ela também precisava ficar de olho em Roberto o tempo todo, para que ele não encontrasse primeiro.
Então, ela só podia acelerar o passo, suportando a dor no tornozelo enquanto procurava incessantemente.
Roberto percebeu os olhares que Lavínia lançava sobre ele de vez em quando e achou estranho.
Parecia que desde que Lavínia perdeu aquele objeto, ela tentava mandá-lo embora e agora o vigiava constantemente.

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