“Não me importa o que você quis dizer, não tenho interesse em saber.”
Enquanto Lavínia falava, seu olhar periférico notou que sua bolsa havia caído no chão devido ao acidente, e muitos itens haviam se espalhado. Ela se arrastou com o pé torcido e se curvou para pegá-los lentamente, um por um.
Vendo que Lavínia não estava em boas condições, Roberto pensou em esperar que ela pedisse sua ajuda.
Mas esperou por um bom tempo e não a ouviu dizer nada.
Pelo contrário, foi ele quem não aguentou mais e se aproximou rapidamente para ajudá-la a pegar suas coisas.
“Você é inacreditável… É tão difícil assim pedir minha ajuda? Você está machucada desse jeito e prefere pegar as coisas sozinha a aceitar minha ajuda. Não sei se devo elogiar sua dignidade ou te chamar de tola.”
“Eu mesma posso pegar essas coisas, não preciso da sua ajuda.”
Lavínia já havia recolhido todos os seus pertences.
No entanto, ao verificar o conteúdo de sua bolsa, percebeu que algo estava faltando.
Depois de verificar várias vezes e confirmar que o objeto realmente não estava lá, sua expressão mudou ligeiramente, e ela levantou os olhos em pânico, procurando por toda parte.
Vendo sua expressão preocupada, Roberto perguntou, confuso: “O que foi? Perdeu algo importante?”
Lavínia não lhe deu atenção e continuou a procurar por conta própria.
Era raro vê-la tão ansiosa, e Roberto não pôde deixar de franzir a testa.
“Fale! Se você me disser, posso te ajudar a procurar. Do jeito que você está, quanto tempo vai levar para encontrar sozinha?”
Lavínia hesitou por um momento, depois baixou o olhar e respondeu com indiferença: “Eu posso encontrar sozinha, não preciso da sua ajuda. Se não tiver mais nada, pode ir. Meus problemas não são da sua conta.”



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