“Esperar? Você nem consegue pagar o aluguel agora, como quer que eu continue esperando com você?” As palavras de Karina eram ácidas e cruéis.
“Você diz que terá sucesso, ouço isso ano após ano, e o resultado é que você continua o mesmo fracassado. Você teve sucesso? Onde está o seu sucesso?”
Dizendo isso, Karina arrastou sua mala e começou a sair.
“De qualquer forma, quando digo que terminamos, é definitivo. Não há volta. Chegamos ao fim, cuide-se!”
No entanto, Karina mal deu dois passos antes de ser parada pela mulher de meia-idade.
“Ei! Não vá! Volte aqui!”
Karina parou, com uma expressão impaciente. “Eu já não disse que isso não tem nada a ver comigo? Por que ainda está me segurando? Se quer dinheiro, peça a ele. Eu não tenho!”
“Quem sabe se vocês não estão encenando para mim para não pagar o aluguel?” A mulher de meia-idade agarrou Karina, sem soltá-la. “Estou avisando, se esse aluguel não for pago, nenhum de vocês vai sair daqui!”
“Sua velha desgraçada, você tem algum bom senso? Esta casa foi alugada pelo Evaldo, cobre dele! Por que está me importunando?” Karina não era de levar desaforo para casa e lutou para se soltar.
Ao ouvir isso, o rosto da mulher de meia-idade escureceu subitamente.
“Ei! Como uma garotinha como você pode falar com tanto veneno? Quem você está chamando de velha desgraçada?”
Karina apontou para o nariz da mulher. “Estou chamando você!”
“Sua pirralha atrevida, vou lhe ensinar uma lição!” A mulher de meia-idade agarrou o cabelo de Karina.
Karina gritou estridentemente. “Ahhh, sua velha louca, solte meu cabelo, solte agora!”
Evaldo, vendo que elas haviam começado a brigar, correu para intervir.

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