Ao ver a cena, Décio não pôde deixar de ficar com o semblante sombrio e esboçou um sorriso frio e cruel no canto dos lábios.
“Sra. Cruz, a senhora vai mesmo me tratar dessa forma, sem me dar o menor respeito?”
Lavínia soltou um riso de desdém. “Quem é o senhor? Por que eu deveria respeitá-lo?”
Desde a última vez em que Décio tentou agredi-la na academia, Lavínia passou a considerá-lo uma pessoa completamente sem escrúpulos.
Por isso, diante de alguém assim, ela achava desnecessário mostrar qualquer gentileza, evitando que ele se aproveitasse ainda mais da situação.
“O senhor…” O peito de Décio subiu e desceu pesadamente algumas vezes, deixando claro que estava profundamente irritado.
Mas, ao se lembrar do verdadeiro motivo que o levara a procurar Lavínia, ele conteve o ímpeto e, forçando um tom amistoso, olhou para Lavínia e disse: “Já que a Sra. Cruz quer que eu fale aqui, vou falar. Sou do tipo que gosta de seguir o conselho de moças bonitas.”
Ele pensou que essas palavras agradariam Lavínia, mas o efeito foi exatamente o oposto.
Lavínia só sentiu mais repulsa, achando Décio extremamente desagradável e sem qualquer elegância, desejando poder se afastar dele o máximo possível.
“Fale logo o que tem a dizer, não quero perder tempo ouvindo suas besteiras.”
Ao ouvir isso, o semblante de Décio ficou ainda mais sombrio. No entanto, como ainda não tinha conseguido o que queria, teve que engolir sua raiva.


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