“Você ainda diz que não é por causa dela? Então por que você a defende? Você pode ter esquecido, mas eu ainda me lembro. Antes, você nunca dizia uma palavra a favor dela!” A voz de Lívia soou aguda e cortante, com um tom de descontrole evidente.
“Você está realmente louca.” As sobrancelhas de Roberto formaram um vinco profundo enquanto ele chamava por alguém do lado de fora da porta.
“Vítor Queiroz.”
A figura de Vítor apareceu rapidamente dentro do escritório.
“Sr. Lourenço, em que posso ajudar?”
Roberto apontou para Lívia e, pressionando a testa, disse: “Leve-a para fora. Não a deixe atrapalhar meu trabalho aqui.”
“Sim, senhor.” Vítor respondeu prontamente, fazendo um gesto cortês para Lívia.
“Sra. Amorim, por aqui, por favor.”
O olhar de Lívia permaneceu fixo em Roberto, sem mover-se do lugar.
“Roberto, se hoje você não me der uma explicação, eu não vou sair daqui! Me diga, você se apaixonou pela Lavínia? Está igual ao Arnaldo Rocha, também foi enfeitiçado por ela?”
Ao ouvir isso, uma expressão de impaciência passou rapidamente pelo olhar de Roberto.
“Vou repetir mais uma vez: este é um problema seu, não tem nada a ver com ela.”
Dizendo isso, ele ordenou friamente na direção de Vítor: “Pode tirá-la imediatamente. Não quero vê-la mais aqui.”
“Sim, senhor.” Vítor respondeu, e sem hesitar, aproximou-se de Lívia e a retirou do local.
Não importou o quanto Lívia chorasse ou gritasse, ele permaneceu inabalável.
Eles entraram no elevador, desceram e chegaram à entrada da empresa. Vítor empurrou Lívia de maneira ríspida para fora.
Lívia tentou entrar novamente, mas foi impedida pelos seguranças postados na porta.


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