Hyndara permaneceu em silêncio durante todo o tempo, com uma expressão levemente ansiosa no olhar, distraída e demonstrando pressa para ir embora.
Felizmente, os procedimentos para alta hospitalar foram realizados rapidamente, sem causar maiores atrasos.
A senhora idosa sentou-se na cadeira de rodas, sendo empurrada por Kellen para fora.
A família Guerra chegou ao hospital com três carros.
Kellen e Lívia acompanharam a senhora em um carro, o casal Givaldo foi em outro, e os cuidadores e empregados seguiram no terceiro veículo.
Os três carros saíram do hospital em sequência e, meia hora depois, entraram no Portal do Moinho da família Guerra.
O mordomo e os empregados formaram uma fila para recebê-los.
Ao retornar para casa, a senhora finalmente sentiu um senso de pertencimento e segurança.
“Em casa é sempre mais confortável, como diz o ditado antigo: Não há lugar melhor do que o nosso lar, seja ele simples ou luxuoso.”
“Mãe, nossa casa está longe de ser simples,” Givaldo respondeu, sorrindo para agradá-la.
A senhora também sorriu.
Na cozinha, o chef estava ocupado preparando o almoço.
Kellen não precisou fazer nada, apenas ficou ao lado da senhora, conversando e assistindo televisão com ela.
Givaldo, preocupado com assuntos da filial, trocou algumas palavras com a senhora e logo se dirigiu ao escritório.
Hyndara permaneceu imóvel, com o cotovelo apoiado na testa, sentada no sofá, visivelmente preocupada.
Kellen percebeu, mas como não sabia o que preocupava a Sra. Sampaio, preferiu não perguntar.
Enquanto Kellen mantinha o silêncio, a senhora de repente mudou de assunto, fixando o olhar em Hyndara.
“Nora, o que aconteceu? Você está com uma expressão tão aflita.”
Hyndara não negou, apenas suspirou. “A senhora percebeu mesmo.”
A senhora estava certa de que Hyndara não se preocupava com a filial, mas sim com outra coisa.
“Vamos, conte para nós, não precisa guardar para si, juntos podemos pensar em uma solução.”
Hyndara desabafou, “Ontem discuti com Ivana. O celular dela está desligado até agora e ela não está em casa. Já procurei em todos os lugares possíveis e não a encontrei.”
“Ivana não é mais uma criança. Acredito que ela sabe se cuidar.”
“Essa menina está tão rebelde ultimamente, não me escuta em nada. Só mencionei sobre um encontro arranjado e ela já ficou furiosa comigo, quase me matou de raiva.” Hyndara demonstrou irritação e preocupação pela filha.
Kellen respondeu: “Sim, por isso estou tão preocupada em localizá-la. Por favor, me ajude.”
Ramiro pressionou o punho contra a boca e tossiu, claramente hesitante.
“Tudo bem, vou tentar. Se souber de algo, aviso você imediatamente.”
“Obrigada, Ramiro.”
“Não precisa agradecer, Kellen.”
Ambos encerraram a ligação ao mesmo tempo.
Ramiro colocou o celular de lado, aproximou-se de Ivana Guerra e tocou sua testa com a palma da mão.
“Ainda está com febre.”
Com carinho, ele a envolveu em seus braços, roçando o rosto dela com o dele.
“Ivana, recupere-se logo, Kellen precisa falar com você com urgência.”
“Sem a sua permissão, não me atrevi a contar para ela que você está aqui comigo.”

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