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Meu Futuro Continua Lindo Mesmo Depois do Divórcio romance Capítulo 251

Kellen retirou o olhar e apressou, “Por favor, tire o carro daqui rapidamente.”

Délio franziu a testa, “É assim que você pede um favor para alguém?”

Kellen não quis discutir, respirou fundo e se conteve, forçando um sorriso falso nos lábios.

“Por gentileza, poderia tirar o carro? Preciso ir para casa, obrigada.”

Délio a encarou, com o olhar sempre tão profundo quanto de costume.

“Vá para casa no meu carro.”

Kellen não demonstrou gratidão, pois sabia que ele só estava dizendo aquilo por formalidade, sem intenção real de levá-la para casa.

Noemia estava no hospital e ele não queria mesmo voltar para casa.

“Tenho meu próprio carro, não precisa se incomodar em me levar. Faça o que precisa fazer, não quero atrasar seu tempo precioso.”

Délio riu, levemente irritado, “Nunca percebi que você sabia ser tão sarcástica.”

Kellen, exausta física e emocionalmente, não respondeu nada. Sem expressão, virou-se e sentou-se em seu próprio carro, aguardando no banco do motorista que Délio tirasse o carro do caminho.

Délio não dificultou para ela e, colaborando, moveu o Rolls Royce lentamente para o lado.

Quando o caminho ficou livre, Kellen ligou o carro, pronta para sair.

Porém, sem saber por quê, tentou dar partida várias vezes e o carro não respondeu, continuando imóvel.

Kellen examinou o painel, frustrada e com as sobrancelhas franzidas.

O que teria acontecido?

Quando chegou, o carro estava perfeito. Bastaram algumas horas parado para apresentar defeito.

Quando ela pegou o celular para ligar para a concessionária, Délio bateu à janela do carro.

Kellen, aborrecida, abaixou o vidro.

“O que aconteceu?” perguntou Délio. “Já tirei o carro da frente para você.”

Kellen respondeu com voz abafada, de mau humor, “O carro não quer ligar.”

Algo brilhou nos olhos de Délio. Ele fez um gesto para que ela passasse para o banco do passageiro.

“Deixe-me tentar.”

Kellen comentou, “Já tentei várias vezes.”

Apesar disso, obedeceu e passou para o banco do passageiro.

Délio abriu a porta, sentou-se ao volante e tentou várias vezes, mas o carro não ligou.

“Está travado. Deve ter algum problema, mas é difícil saber o que é.”

Kellen suspirou, resignada, “Vou ligar para a concessionária e pedir para mandarem alguém consertar.”

“Já escureceu, não se sabe a que horas vão conseguir arrumar. Amanhã podem resolver isso com mais calma.”

Assim que Délio terminou de falar, o celular de Kellen tocou.

Era sua mãe, Filomena, ligando para apressá-la a voltar para casa para jantar, ressaltando que deveria trazer Délio junto.

Délio ouviu e ficou satisfeito, aproximando-se rapidamente para falar, “Mãe, estamos juntos agora, já estamos indo para casa.”

“Está bem, dirijam com cuidado. Estamos esperando vocês, vou desligar.”

Kellen não respondeu.

O olhar de Délio escureceu e ele apertou o volante.

Vinte minutos depois.

O Rolls Royce parou em frente ao prédio da família França.

Kellen soltou o cinto de segurança, pronta para sair, quando Délio lhe estendeu um cartão preto.

Kellen olhou, “O que significa isso?”

“Processos judiciais custam caro, o advogado Marques cobra alto.” Délio falava sério.

Kellen recusou, “Eu posso pagar os honorários do advogado.”

Délio não quis ouvir, insistiu e colocou o cartão na mão dela, decidido.

“Mesmo se quiser brigar comigo, não brigue com o dinheiro. O cartão anterior foi cancelado, este é novo, sem limite.”

“Eu já disse que não quero.” Kellen tentou devolver o cartão.

Délio segurou a mão dela, “Prefere que eu dê dinheiro para outra mulher?”

Kellen, cansada, respondeu, “O dinheiro é seu, dê para quem quiser.”

Délio entendeu aquilo como birra e respondeu com indulgência, “Eu só quero dar para você.”

Kellen ficou por um instante confusa, sentindo um aperto no peito, como se algo a tivesse atingido.

Aproveitando sua distração, Délio a envolveu pela cintura, “No dia do julgamento, vou com você.”

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