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Meu Futuro Continua Lindo Mesmo Depois do Divórcio romance Capítulo 211

Emergência do hospital.

Quando Kellen chegou, Vitória já havia despertado, mas não estava bem, parecia sonolenta, com o rosto pálido e um pouco de febre.

O médico recomendou que Vitória ficasse internada para observação, e sugeriu realizar um exame completo na manhã seguinte.

Amara foi providenciar a documentação necessária.

Kellen sentou-se ao lado da cama, acariciou carinhosamente a cabeça de Vitória, demonstrando preocupação.

“Se estiver sentindo algum desconforto, me avise, senhora.”

“Mãe...” murmurou Vitória, com a voz fraca, quase sem forças, abrindo os olhos com dificuldade.

“Vou me comportar, não me deixe sozinha, eu fico com muito medo.”

Aquela cena apertou o coração de Kellen, que a acalmou com voz suave: “Querida, não precisa ter medo.”

Vitória estendeu a mão, chamou baixinho a mãe entre soluços, os olhos marejados de lágrimas.

Kellen sentiu ainda mais compaixão, segurou a mãozinha da filha, inclinou-se e lhe deu um beijo, tentando tranquilizá-la.

“A mamãe está aqui, não vou te deixar sozinha.”

Só então Vitória se sentiu segura, segurou firmemente a mão de Kellen e, pouco a pouco, adormeceu.

Alguns minutos depois, Amara retornou ao quarto, trazendo algumas requisições de exames.

“Amanhã cedo ela precisa fazer exame de sangue em jejum e outros testes. O médico já deixou tudo pronto, guardei todos os papéis nesta gaveta.”

Kellen assentiu com um “sim”, agradecendo: “Querida, obrigada pelo esforço. Vá descansar, você precisa.”

Amara, porém, não pretendia sair. Sentou-se ao lado da cama, também olhando para Vitória com ternura.

Embora não convivesse com a menina há muito tempo, gostava dela de verdade.

“Mesmo se eu voltasse para casa, não conseguiria dormir tranquila. Vou passar a noite aqui cuidando da Vitória. Você deveria ir descansar.”

Kellen se opôs de imediato: “Não, durante o dia você cuidou da Vitória o tempo todo, já está cansada. Não posso deixar que perca o sono à noite também.”

“Grávida não deve virar a noite. A não ser que tenha decidido não querer mais o bebê.” Amara foi direta, pensando no bem da amiga.

Mencionando o bebê, Kellen ficou sem palavras.

Após um breve silêncio, Amara falou com seriedade: “Você nunca tomou uma decisão porque, na verdade, já decidiu. No fundo, você prefere manter a gravidez, não é?”

Kellen não confirmou nem negou, mas voltou a sofrer em silêncio, suspirando discretamente.

“Será que sou fraca demais, incapaz de tomar uma decisão difícil?”

Ainda estava escuro quando Kellen chegou ao quarto para substituir Amara, levando café da manhã e algumas roupas.

Amara havia passado a noite acordada, estava exausta e faminta. Depois do café, pegou as roupas e o cartão do hotel e foi descansar.

Pouco depois das sete, Vitória acordou.

Kellen lavou o rosto e as mãos da filha, trocou sua roupa e a deixou bem arrumada.

Em seguida, pegou as requisições e levou Vitória para coletar sangue e realizar os exames. Vitória colaborou em tudo, sem chorar ou reclamar.

“Muito bem, mocinha.” O médico elogiou Vitória.

Por volta das dez da manhã, terminaram todos os exames e Kellen levou Vitória de volta ao quarto.

No elevador, Vitória encostou-se ao ombro de Kellen: “Mamãe, quero ir pra casa.”

Kellen a acalmou com doçura: “Tudo bem, logo vamos para casa.”

Nesse momento, alguém no elevador levantou a cabeça abruptamente, reparando na dupla “mãe e filha”.

Ouviu claramente a conversa entre Kellen e Vitória, e ficou profundamente chocada, sem acreditar no que presenciava.

Kellen já tinha uma filha há muito tempo!

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