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Massimo - A Obsessão do Don romance Capítulo 8

POV: Massimo

O relógio digital no painel do carro marcava 5:00 da manhã. O céu de Milão ainda era uma mancha cinzenta e pesada, mas o galpão onde nos reuníamos fervilhava com a energia contida de homens prontos para matar. Passei a madrugada inteira com Enzo e meus seis melhores soldados, debruçados sobre plantas baixas e imagens de satélite. O esquema estava montado. Moretti achava que podia esconder minha carga em uma fundição abandonada na periferia, mas ele subestimou a rapidez com que eu arranco línguas para obter respostas.

Eu não sentia cansaço. A adrenalina é uma droga poderosa e, no meu mundo, ela substitui o sono. Terminei de ajustar o colete tático sob o casaco escuro e verifiquei o pente da minha pistola. O metal frio era reconfortante.

— Tudo pronto, Massimo — Enzo disse, aproximando-se com o rosto pintado de preto, os olhos fixos nos meus. — As equipes de apoio já estão em posição nos fundos. Nós entramos pela frente.

— Sem sobreviventes para os homens de Moretti, Enzo — ordenei, minha voz soando como o gotejar de gelo. — Quero que ele sinta o vazio que deixou quando tocou no que é meu.

Saímos em três SUVs pretas, deslizando pelas ruas desertas como sombras. O silêncio dentro do veículo era absoluto; meus homens sabiam que eu não tolerava conversas inúteis antes de uma invasão. Eu olhava pela janela, mas minha mente, por um segundo traidor, vagou para o número de Chiara salvo no meu celular. Eu a ligaria hoje. Mas primeiro, eu precisava de sangue.

Chegamos à fundição. O lugar era um monstro de ferro e concreto caindo aos pedaços.

— Agora — sussurrei no rádio.

A invasão foi uma coreografia de violência técnica. A porta lateral foi explodida com uma carga controlada e entramos antes que a fumaça baixasse. O som de silenciadores cuspindo morte preencheu o galpão. Eu me movia com precisão, eliminando dois guardas que tentaram alcançar seus fuzis. Meus sentidos estavam aguçados, cada fibra do meu corpo focada em encontrar o homem que ousou me desafiar.

Chutamos as portas do escritório central, onde a carga deveria estar sendo vigiada. Meus homens neutralizaram o restante da resistência em segundos. O cheiro de pólvora e ozônio era forte.

Vasculhei o escritório com o olhar. A carga estava lá — caixotes de madeira com o selo da Tríade, intactos. Mas o lugar estava vazio de liderança.

— Limpo! — gritou um dos meus homens.

Respirei fundo, sentindo o calor da batalha começar a baixar. O nome dela agiu como um bálsamo estranho para a minha irritação.

— Quando você voltar do porto após despachar essa carga para o lugar seguro, o relatório já estará na sua mesa — Enzo completou.

— Ótimo — respondi, limpando uma mancha de sangue do meu punho. — Quero essa carga movida em dez minutos. Enzo, limpe tudo. Não deixe rastro de que estivemos aqui.

Caminhei em direção à saída, sentindo o sol começar a surgir no horizonte. Moretti ainda estava vivo, por enquanto. Mas eu tinha outras prioridades para a manhã. Eu ia para casa, tomaria um banho para tirar o cheiro de morte e leria cada detalhe da vida de Chiara Rossi.

Eu queria saber quem ela era, quem ela amava e quais eram seus pontos fracos. Porque hoje, depois de entender cada segredo dela, eu faria a ligação que mudaria sua vida para sempre. E desta vez, não haveria interrupções.

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