Entrar Via

Massimo - A Obsessão do Don romance Capítulo 32

POV: Massimo

Caminhei em direção ao escritório sentindo cada centímetro daquela ereção pulsando dentro da calça. O beijo de Chiara ainda queimava nos meus lábios. O jeito como ela gemeu, como se enroscou em mim e pressionou aquele corpo gostoso contra o meu, me deixou no limite. Na minha mente, eu só conseguia visualizar o momento em que a teria nua, com o rosto enterrado entre as coxas dela, fazendo-a gozar repetidamente antes de me enterrar até as bolas naquela boceta quente.

— Massimo, precisamos conversar.

A voz de Enzo cortou meus pensamentos imundos como uma lâmina fria. Abri a porta do escritório e senti o peso da atmosfera ali dentro. Eu estava completamente consumido por Chiara, uma obsessão descarada que começou há meses, o que era um erro fatal na minha linha de trabalho. Você não sobrevive nesta vida se apegando a nada.

— O que aconteceu? — perguntei, sentando-me na minha cadeira de couro para disfarçar o volume óbvio na calça.

Houve um silêncio abafado. Me inclinei para trás, olhando para cada um dos meus homens presentes. Minha expressão era de puro aço, escondendo o fato de que, há poucos segundos, minha única preocupação era como os lábios de Chiara eram rosados e carnudos.

— E então? Vão ficar calados? Para que me chamaram aqui com tanta urgência? — rosnei.

Olhei para Enzo.

— Massimo... um avião caiu. Ainda estamos procurando sobreviventes.

Senti um estalo de irritação.

— Enzo, que porra de notícia é essa? Seja direto. Quem estava no avião?

— Adrian.

O nome atingiu meu peito como um tiro à queima-roupa. O ar pareceu sumir do escritório por um segundo. Adrian não era apenas um parceiro de negócios; ele era meu irmão de escolha. Eu, ele e Matteo. Nós somos a Tríade. O pilar que sustenta tudo o que construímos.

— Detalhes, Enzo. Agora! — exigi, a voz agora carregada de uma fúria gélida.

​— Ele estava vindo para cá para fechar aquela negociação no norte. Tudo indica que houve sabotagem no voo, Massimo. Não parece ter sido um acidente aleatório. Os destroços estão em uma área de difícil acesso na fronteira.

— Eu já sei — a voz de Matteo veio baixa, carregada de uma raiva contida que espelhava a minha. — Meus homens me informaram há cinco minutos.

— Sabotagem, Matteo. No nosso território.

— Eu imaginei. Ninguém derruba um pássaro da Tríade por "acidente" — Matteo respondeu, e ouvi o som de malas sendo fechadas ao fundo. — Estou indo para a Itália. Pouso em Milão nas próximas horas. Precisamos estar juntos nisso até encontrarmos o Adrian. Se for uma declaração de guerra, eles terão uma.

— Ótimo. A casa está segura e já ativei o protocolo de busca máxima.

— Além disso — Matteo continuou, o tom agora mais pragmático —, eu mesmo vou assumir a frente da negociação que o Adrian iria fechar com o pessoal do Norte. Não podemos mostrar fraqueza agora. Se os outros sentirem o cheiro de sangue, o caos se instala. Vou garantir que o contrato seja assinado enquanto nossos homens varrem aquela montanha atrás dele.

— Esteja aqui ao amanhecer, irmão. Vamos fazer o Norte entender que, mesmo ferida, a Tríade ainda tem as presas mais afiadas do continente.

Desliguei o telefone, sentindo o peso do mundo sobre os ombros. A guerra estava batendo à minha porta e, enquanto Chiara dormia lá em cima, alheia ao monstro com quem acabara de jantar, eu estava pronto para transformar a Itália em um inferno para encontrar meu irmão.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Massimo - A Obsessão do Don