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Massimo - A Obsessão do Don romance Capítulo 25

POV: Chiara

O corredor que levava à suíte parecia mais longo do que o normal. O som dos meus passos ecoava no chão de mármore, acompanhado pelo ritmo metódico de Francesca logo atrás de mim. Eu ainda sentia uma pontinha de satisfação pelas mudanças que sugeri no vestido, até que a voz fria da governanta cortou o silêncio.

— O Senhor Capone não ficará nada satisfeito com as alterações que a senhorita fez no desenho original — ela disse, sem sequer me olhar. — Ele foi muito específico sobre o que desejava para a futura esposa.

Parei de caminhar e me virei para ela, sentindo o sangue ferver.

— Pois ele terá que aprender a aceitar os meus gostos pessoais também, Francesca. O casamento pode estar sendo ditado por ele, mas o corpo é meu, e as regras sobre o que eu visto também são.

Francesca parou abruptamente. Ela deu um passo à frente e tocou meu braço, apertando-o levemente com uma mão firme e gélida. Seu olhar era de pura reprovação, quase como se estivesse diante de uma criança petulante que não entendia o perigo que corria.

— Garota, escute bem — ela sibilou, a voz carregada de uma advertência sombria. — Nesta casa, quem dita as regras é o Senhor Capone, ninguém mais. É bom você ir se acostumando. Ele não tolera ser desobedecido, e muito menos desafiado por caprichos.

Senti um arrepio de raiva. Puxei meu braço com força, livrando-me do toque dela, e dei um passo em sua direção, sustentando o olhar.

— Dr. Arcuri? É a Chiara Rossi — eu disse assim que ele atendeu, minha voz ainda um pouco rouca. — Eu queria notícias do meu pai. Como ele passou as últimas horas?

— Olá, Chiara — a voz do médico era calma, o que me trouxe um alívio imediato. — Ele está reagindo bem à nova medicação. A suíte onde ele está permite um monitoramento muito mais preciso. Ele acordou por alguns minutos agora à tarde, perguntou por você. A estabilidade dele é notável desde que iniciamos o protocolo que o Senhor Capone autorizou.

Conversamos por quase vinte minutos. Ele me explicou os próximos passos do tratamento e, pela primeira vez no dia, senti que o sacrifício tinha um propósito real. Meu pai estava tendo uma chance.

Ao desligar, deixei o celular cair sobre o lençol. O cansaço físico e mental me atingiu como uma onda. Eu não tinha forças nem para tirar o vestido azul ou me cobrir. Fechei os olhos, sentindo o cheiro de lavanda dos lençóis caros, e o sono me levou antes que eu pudesse pensar em como seria o meu primeiro jantar — ou a minha primeira noite — naquela casa.

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