POV: Massimo
O som da respiração de Chiara contra a madeira escura da porta era a única música que eu queria ouvir naquela noite. A insolência dela tinha um preço, e ela passou horas no clube sabendo perfeitamente que eu cobraria cada centavo com juros assim que estivéssemos trancados entre as quatro paredes deste quarto. Eu não era um homem de meias medidas, e quando se tratava de domar a petulância da mulher que governaria ao meu lado, eu gostava de estabelecer os limites com uma intensidade que ela jamais esqueceria.
Mantive o meu corpo pesado prensado contra as costas dela, sentindo o cetim marrom do vestido deslizar sob as minhas palmas enquanto eu subia o tecido devagar, expondo a pele macia das suas coxas e sua bunda ao ar frio do quarto. Chiara soltou um riso baixo, desafiador, inclinando a cabeça para trás para me encarar por cima do ombro. Aqueles olhos verdes brilhavam com uma mistura perigosa de expectativa e pura provocação. Ela achava que conhecia todos os meus jogos. Estava enganada.
— Você fala demais, bella — sussurrei rente ao ouvido dela, a minha voz saindo tão baixa e rouca que pareceu um rosnado. — Mas a partir de agora, as regras são minhas. E você só vai falar quando eu permitir.
Sem dar tempo para que ela processasse a ordem, segurei os seus pulsos com uma única mão, juntando-os atrás das suas costas com uma firmeza inabalável. Com a mão livre, estiquei o braço até o aparador ao lado da porta e peguei a gravata de seda preta que eu havia jogado ali segundos atrás. Chiara tentou mover os ombros, testando a força do meu aperto, mas eu a mantive completamente imobilizada contra a madeira.
— Massimo... — ela começou, a voz um pouco mais arfante.
— O que eu acabei de dizer sobre falar? — interrompi, passando a seda preta ao redor dos seus pulsos delicados.
Dei um nó firme, apertado o suficiente para que ela sentisse a restrição física, mas sem machucá-la. O contraste da seda escura contra a pele bronzeada dela era uma visão que alimentava o meu instinto mais primitivo de posse. Quando terminei, afastei-me um passo, libertando o corpo dela da porta, mas mantendo-a presa pelos pulsos. Chiara se virou devagar, os cabelos escuros caindo bagunçados pelo rosto, os olhos fixos nas minhas mãos. Ela tentou separar os braços, mas o nó de seda cumpriu o seu papel, mantendo-a vulnerável diante de mim.
Caminhei em direção ao closet com passos lentos, sabendo que cada segundo de silêncio e expectativa a deixava mais ansiosa. Abri a gaveta do fundo, onde eu guardava algumas das minhas ferramentas particulares de controle, e selecionei duas peças: uma venda de cetim preto e uma palmatória curta de couro macio. Voltei para o quarto girando o objeto de couro entre os dedos, fazendo um som suave no ar. Chiara engoliu em seco ao ver o que eu carregava, mas o queixo dela continuou erguido. A coragem daquela mulher era algo que me fascinava e me enfurecia na mesma proporção.
— Aproxime-se da cama, Chiara. De joelhos — ordenei, apontando com o queixo para o colchão alto.
Ela hesitou por um milésimo de segundo, os lábios se entreabrindo como se fosse protestar, mas os meus olhos fixos nela não deram margem para discussões. Com movimentos lentos e elegantes, ela caminhou até a lateral da cama. O vestido justo, que eu já havia subido até o quadril, subiu ainda mais, deixando à mostra a sua calcinha branca minúscula. Mesmo equilibrando-se nos saltos altos, ela apoiou os joelhos no colchão, mantendo o tronco perfeitamente erguido e as mãos amarradas firmemente nas costas.
Aproximei-me por trás dela. Antes de usar qualquer outra coisa, passei a venda de cetim pelos seus olhos, cobrindo a sua visão por completo e dando um nó firme na parte de trás da sua cabeça. No momento em que a escuridão a dominou, a respiração de Chiara acelerou visivelmente. Os seios dela subiam e desciam de forma descompassada contra o espartilho estruturado do vestido. Quando você tira a visão de alguém, cada toque, cada som e cada arrepio se multiplicam por dez. Ela estava inteiramente à mercê dos meus comandos.
— Massimo... por favor — ela sussurrou, a voz entregando a mistura de medo saudável e desejo genuíno que corria pelas suas veias.
— Eu não quero ouvir a sua voz, Chiara — repeti, passando os dedos da minha mão livre pelo contorno do seu pescoço, descendo pela linha da sua coluna até chegar à pele exposta das suas costas. — Quero apenas que você sinta. Cada centímetro do que você buscou para si mesma hoje à noite.
Segurei o cabo da palmatória de couro. Eu não tinha a menor intenção de machucá-la de verdade, mas ela precisava da intensidade física para entender a gravidade da sua audácia. Posicionei-me logo atrás dela, ajustando a sua postura com um toque firme no quadril para que ela ficasse perfeitamente alinhada.
Slap.
O som do couro batendo contra a pele firme da sua coxa ecoou pelo quarto silencioso. Chiara soltou um suspiro agudo, o corpo inteiro dando um leve sobressalto para a frente. Ela mordeu o lábio inferior com força para conter o som, os dedos amarrados nas costas se contraindo contra o cetim preto da gravata.
Larguei a palmatória sobre a cama e usei as minhas mãos grandes para segurar as suas duas coxas por trás, apertando os músculos rígidos com força, sentindo o calor intenso que emanava da pele dela. Chiara arfava desesperadamente, o suor fino brilhando nos seus ombros sob a luz fraca do quarto. Ela balançou a cabeça de um lado para o outro, a venda preta ainda cobrindo seus olhos.
— Massimo... eu... — ela tentou falar, a voz falhando.
— O que eu disse sobre falar, bella? — sibilei, mordendo de leve a lateral do pescoço dela, ouvindo-a soltar um ganido sutil de prazer misturado com a dor da punição. — Você ainda não aprendeu a lição? Quer que eu pegue o couro de novo?
— Não... — ela murmurou, mas logo em seguida deu um sorriso fraco, aquele mesmo sorriso insolente que me enlouquecia. — Mas você sabe que eu gostei.
Soltei uma risada rouca, o peito vibrando contra o dela. A audácia daquela mulher não tinha limites, e era exatamente por isso que ela era a única mulher no mundo capaz de carregar o sobrenome Capone ao meu lado. Ela não quebrava sob o meu peso; ela absorvia a intensidade e pedia por mais.
Segurei o nó da gravata que prendia os seus pulsos e, com um puxão firme, desfiz o aperto, libertando as suas mãos. Chiara trouxe os braços para a frente devagar, massageando os pulsos que exibiam uma leve marca avermelhada da seda. Logo em seguida, levei as mãos até a sua nuca e desatei a venda preta, deixando que os seus olhos verdes finalmente focassem o meu rosto.
As pupilas dela estavam completamente dilatadas, o olhar brilhando com uma mistura de exaustão e uma luxúria selvagem. Chiara não perdeu tempo. Assim que recuperou a liberdade dos movimentos, ela se virou por completo na cama, jogando-se sobre o meu peito com uma urgência felina. Suas mãos foram direto para os botões da minha camisa social, arrancando-os com pressa, enquanto seus lábios buscavam os meus em um beijo violento, profundo e faminto.
Eu a segurei pela cintura com força total, virando o jogo mais uma vez e jogando o seu corpo contra os lençóis luxuosos da cama de casal. O vestido marrom, agora completamente desalinhado e amassado, já não importava mais. Naquela noite, a única coisa que importava era dominar e ser dominado pela intensidade da mulher que eu havia escolhido para ser a minha rainha.

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