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Massimo - A Obsessão do Don romance Capítulo 126

— Tem mais alguma coisa que você queira falar sobre o contrato antes de assinarmos? — perguntei, abaixando o tom de voz, suavizando o toque na sua cintura.

Chiara respirou fundo, tentando recuperar a postura. Ela firmou as mãos no meu peito, mas não me empurrou.

— Tem mais uma coisa, Massimo. E dessa eu não vou abrir mão de jeito nenhum — ela falou, os olhos brilhando com uma determinação feroz. — No contrato diz claramente que o meu corpo é de exclusividade sua, que o Don toma o que deseja. Então, eu exijo que você também seja exclusivo meu. Você não está autorizado a tocar em nenhuma outra mulher neste mundo.

Soltei uma risada curta, achando graça da audácia dela de tentar ditar regras para as liberdades tradicionais que os chefes da máfia costumavam ter na Itália.

— Eu não vou colocar uma cláusula dessas no contrato, bella — respondi, balançando a cabeça com ironia.

— Pois deveria! — ela rebateu na mesma hora, a voz subindo de tom, o ciúme disfarçado de orgulho saltando aos olhos. — Eu não vou aceitar deitar na mesma cama com você e me entregar sabendo que você anda transando com putas na rua, nos seus clubes ou mantendo amantes em hotéis de Milão. Se você quer o meu corpo inteiro só para você, eu quero o seu da mesma forma.

Olhei para o rosto dela, observando os detalhes das suas feições, o bico emburrado nos lábios e a seriedade com que ela defendia o seu território. A verdade é que, desde o primeiro momento em que coloquei os olhos em Chiara Rossi, nenhuma outra mulher tinha conseguido chamar a minha atenção. O sabor da sua pele, o som dos seus gemidos e até a sua insolência tinham me prendido de uma forma que nenhuma amante jamais conseguiria.

Levei as minhas duas mãos ao rosto dela, segurando as suas bochechas com firmeza, mas com uma ternura que eu raramente demonstrava a qualquer outro ser vivo. Forcei-a a olhar bem nos meus olhos.

— Quanto a isso, você pode ficar completamente tranquila, Chiara. Não precisa se preocupar com putas ou com qualquer outra mulher na rua — falei, a voz saindo sincera, cheia de uma certeza absoluta. — Eu jamais trairia você.

— É bom mesmo — ela sibilou, os olhos estreitados em uma ameaça quase letal. — Porque se eu descobrir que você tocou em outra mulher, eu entro no seu quarto enquanto você dorme e arranco o seu pau.

Soltei uma risada alta, achando graça da ferocidade da minha pequena felina. Inclinei-me um pouco mais, colando as nossas testas.

Chiara olhou para a caneta, depois para o documento aberto na última página, onde a linha com o nome dela aguardava. Ela soltou um suspiro conformado, pegou o metal dourado da minha mão e, com uma caligrafia firme e elegante, assinou: Chiara Rossi.

Peguei a caneta de volta da mão dela. Apoiei o papel na mesa e, logo abaixo da assinatura dela, firmei o meu próprio nome com traços grossos e decididos: Massimo Capone. O vínculo estava selado. Legalmente, perante as regras da Tríade e sob o peso do sangue, ela agora era minha propriedade, e eu era o seu protetor eterno.

Fechei a pasta de couro preto com um som seco. Caminhei até o grande quadro a óleo na parede atrás da minha mesa, empurrei a moldura pesada para o lado, revelando o cofre digital embutido na parede de concreto. Digitei a senha de alta segurança, a porta de aço do cofre se abriu com um bipe eletrônico, e eu joguei a pasta lá dentro, trancando-a junto com os segredos mais valiosos da organização.

Virei-me de volta para ela, ajeitando as mangas da minha camisa com uma postura resoluta.

— Vou ordenar que organizem a nossa cerimônia de casamento para daqui a exatamente uma semana — anunciei, vendo-a arregalar levemente os olhos com a rapidez das coisas. — Não há motivos para adiar. E hoje mesmo vou pedir para verificarem com o alfaiate Bianchi se o seu vestido de noiva já está pronto ou se precisa de ajustes finais. Quero tudo impecável.

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