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Massimo - A Obsessão do Don romance Capítulo 121

⚠️ ALERTA DE GATILHOS

Este capítulo contém cenas de violência física, tortura e situações potencialmente perturbadoras.

A leitura é recomendada apenas para leitores que se sintam confortáveis com esse tipo de conteúdo. Caso você seja sensível a esses temas ou perceba que eles podem causar desconforto emocional, considere pular este capítulo ou prosseguir com cautela.

Cuide do seu bem-estar e tenha uma boa leitura. 🖤

POV: Massimo

O ar dentro daquela sala de isolamento subterrânea era espesso, frio e cheirava a concreto úmido misturado com o ferro do sangue que já começava a pingar no chão. As lâmpadas fluorescentes no teto emitiam um zumbido baixo, constante, iluminando cada detalhe do rosto desfigurado de Moretti. Ele estava preso àquela cadeira de metal pesado, com os pulsos e tornozelos esmagados pelas abraçadeiras de aço. Ele nos olhava de baixo, os olhos esbugalhados saltando da órbita, o peito subindo e descendo num ritmo frenético de quem sabe que entrou no próprio matadouro.

Aproximei-me da mesa de metal onde Matteo organizava os instrumentos. Lâminas cirúrgicas, alicates de pressão, maçaricos portáteis e cabos de aço estavam dispostos de forma milimétrica. Peguei uma faca de caça de lâmina escura, sentindo o peso do cabo texturizado na palma da minha mão. Virei-me devagar na direção do prisioneiro.

— Vamos pular a parte em que você chora e implora por uma clemência que nós dois sabemos que não existe, Moretti — falei, a minha voz saindo baixa, quase calma, o que parecia aterrorizá-lo ainda mais. — Você vai nos dar cada conta numerada, cada nome dos seus aliados restantes e cada rota de contrabando que ainda funciona. E mesmo depois de me dar tudo isso, você ainda vai morrer. A única coisa que você pode escolher aqui é o nível de dor que vai sentir até lá.

— Massimo... eu já disse... as contas da Suíça... eu dou os códigos... — ele começou a gaguejar, a saliva misturada com o sangue do nariz quebrado escorrendo pelo queixo. — Mas o ataque ao Palazzo... não fui só eu... Tomasso me deu apoio... os outros conselheiros sabiam...

Dei um passo à frente e, sem aviso, cravei a ponta da faca de caça na coxa esquerda dele, girando a lâmina um quarto de volta. O grito de Moretti foi um som agudo, rasgado, que bateu nas paredes de isolamento acústico e morreu ali dentro. Ele arqueou as costas contra a cadeira, as correntes tilintando desesperadamente.

— Isso é pelo meu pai — sussurrei, puxando a lâmina de volta e observando o sangue fresco jorrar pelo tecido rasgado da calça dele.

Adrian manobrou a sua cadeira de rodas para mais perto, parando do lado esquerdo de Moretti. O semblante dele era uma máscara de gelo. Ele não tinha a força física para ficar de pé e desferir golpes brutos, mas a sua mente calculava a dor com uma precisão matemática. Ele segurava um tablet conectado aos sistemas de monitoramento e, com a outra mão, pegou um par de fios de cobre desencapados conectados a uma bateria automotiva que Enzo havia trazido.

— Você achou que tinha sido um plano perfeito, não foi, Moretti? — Adrian perguntou, a voz saindo tão fria quanto o metal da sua cadeira de rodas. — A sabotagem no sistema de pressurização do meu jatinho particular. A pane elétrica que me fez cair no meio do nada e quase me custou as pernas. Você achou que apagando o cérebro da Tríade, o Massimo e o Matteo seriam fáceis de abater.

Moretti arregalou os olhos, tentando afastar a cabeça quando Adrian aproximou os fios da sua pele exposta e suada do pescoço.

— Não... o avião... eu não... — ele tentou mentir, mas o pânico o entregou.

— Os registros de manutenção da pista em Turim tinham as assinaturas digitais de uma das suas empresas de fachada, seu verme — Adrian sibilou. Ele encostou os fios desencapados diretamente no peito de Moretti, bem em cima da ferida do tiro no ombro.

A descarga elétrica fez o corpo de Moretti se contrair em uma convulsão violenta. Seus dentes se chocaram, os olhos viraram para trás e um som sufocado saiu da sua garganta enquanto o cheiro de pele queimada começava a empestear a sala. Adrian manteve o contato por longos dez segundos antes de afastar os fios, deixando o homem ofegante, babando e com os músculos tremendo sem controle.

— Isso é pelas minhas pernas. E por cada dia que passei naquele hospital — Adrian disse, guardando os fios no colo com uma frieza assustadora.

Com um único movimento brutal, preciso e carregado com toda a fúria que eu vinha acumulando desde o chão ensanguentado do Palazzo, passei a lâmina pelo pescoço de Moretti. O metal cortou a pele, os músculos e as vértebras com uma facilidade assustadora. O sangue jorrou em um jato quente, manchando a minha jaqueta tática e o chão de concreto. Dei o puxão final, separando completamente a cabeça daquele verme do resto do seu corpo patético.

O tronco de Moretti desabou para a frente contra as correntes da cadeira, mole e sem vida, jorrando o restante do sangue pelo chão. Eu segurava a cabeça dele pelos cabelos, observando os olhos dele darem a última oscilação antes de ficarem completamente opacos, sem vida.

Enzo deu um passo à frente, trazendo uma caixa de madeira escura, forrada com plástico grosso por dentro. Joguei a cabeça de Moretti ali dentro com um baque surdo.

— Limpe o escritório principal da mansão antiga — comandei para Enzo, enquanto pegava um pano de algodão para limpar o sangue das minhas mãos e da lâmina. — Coloque esta caixa em cima da mesa de centro. Quero que os conselheiros e os homens do Tomasso vejam o preço da traição assim que eu convocá-los para a primeira reunião amanhã cedo.

— Assim será feito, Don Massimo — Enzo respondeu, fechando a tampa da caixa com um som seco.

Olhei para Matteo e para Adrian. Eles respiravam pesadamente, mas a expressão de ambos havia relaxado de leve. A dívida de sangue com Vittorio Capone estava paga. O império comercial de Moretti havia sido reduzido a cinzas em Pavia, e o próprio líder da rebelião agora era apenas um troféu macabro para garantir a minha soberania.

— Vão descansar — falei para os dois, ajeitando as mangas da minha jaqueta. — A partir de amanhã, vamos reconstruir o que foi destruído. E ninguém, absolutamente ninguém, vai ousar cruzar o nosso caminho novamente.

Caminhei em direção à porta de aço escovado, sentindo o peso da liderança agora perfeitamente consolidado nos meus ombros. Moretti estava morto. A guerra estava vencida. Agora, eu precisava voltar para o andar de cima, tirar o cheiro de sangue do meu corpo e encontrar Chiara. Eu precisava da calmaria que só ela conseguia trazer para a minha mente depois de tanta carnificina.

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