POV: CHIARA
O silêncio do corredor da mansão àquela hora da madrugada. Meus pés descalços não faziam o menor ruído contra o chão frio enquanto eu caminhava em direção à única luz que restava acesa no andar de baixo. Quando empurrei a porta pesada de carvalho do escritório, o cheiro forte de tabaco e o aroma denso do whisky flutuaram até mim na penumbra. Massimo estava sentado atrás da imensa mesa de mogno, sem o paletó, com os primeiros botões da camisa abertos e um cigarro aceso entre os dedos.
Assim que ele percebeu a minha presença, seus olhos escuros se estreitaram. Ele me varreu de cima a baixo com um olhar rígido, fixando-se no decote profundo da minha camisola branca de seda.
— O que você pensa que está fazendo andando pela casa vestida desse jeito, Chiara? — a voz dele saiu grave, ríspida, ecoando com uma autoridade que faria qualquer um recuar.
Confesso que, por um segundo, deu vontade de rir. A pose de Don dele, tentando manter a postura de chefe implacável mesmo estando claramente exausto, era quase adorável. Mas engoli o riso e continuei caminhando em direção a ele, sem me abalar com o tom duro.
— Já são quase três da manhã, Massimo — falei mansa, parando bem na frente da mesa. — Você ainda não tinha ido para a cama e eu fiquei preocupada. Queria saber se você estava bem.
Ele deu mais uma tragada no cigarro, observando as linhas do meu corpo através do tecido fino e quase transparente da camisola.
— E então você decidiu sair andando pela casa com uma camisola fina e transparente desse jeito para verificar? — ele rebateu, a voz abaixando um tom, mas mantendo a firmeza.
— Eu não pensei na roupa que estava vestida, Massimo — respondi com sinceridade, dando a volta na mesa e parando exatamente entre as pernas dele. — Só pensei em ver como você estava.
Ele levou o cigarro à boca mais uma vez, deu um longo trago, sustentando o meu olhar, e soltou a fumaça lentamente para o lado. Em seguida, esmagou a brasa no cinzeiro de cristal com um movimento calmo.
Olhei para o copo de cristal na mesa e balancei a cabeça de leve.
— Eu lá em cima, preocupada com você, e você aqui embaixo, bebendo e fumando sozinho no escuro.
Antes que eu pudesse dar um passo para trás, as mãos grandes de Massimo agarraram a minha cintura com força. Em um único movimento preciso, ele me puxou para o colo dele, me colocando sentada de frente, com uma perna de cada lado do seu quadril. Minha camisola subiu um pouco, e ele apoiou as duas mãos firmemente nas minhas coxas expostas.
— Você veio aqui só para saber se eu estava bem, Bella... ou tinha outras intenções ao aparecer no meu escritório vestida assim? — ele sussurrou, o rosto a centímetros do meu.
Enquanto falava, ele começou a subir as mãos lentamente pelas minhas pernas. Os dedos quentes subiram pelas minhas coxas, arrastando o tecido da camisola, até chegarem na minha bunda. Quando suas palmas espalharam-se pela minha pele, ele deslizou os dedos e percebeu imediatamente o pedaço mínimo de tecido que cobria a minha intimidade. Eu estava usando uma calcinha fio dental.
Massimo soltou um suspiro pesado, o maxilar travando por um instante.
De repente, ele parou. Ele se reclinou na imensa cadeira de couro, soltando o meu corpo por um segundo. Com movimentos rápidos e decididos, ele abriu o zíper da calça e colocou o pau já completamente ereto, grande e grosso, para fora. Ele olhou para mim de baixo, com os olhos escuros brilhando como os de um lobo prestes a encurralar a presa.
— Vamos ver se você realmente estava preocupada comigo e se consegue seguir comandos, Chiara — ele disse, o tom de voz mudando para uma autoridade estrita. — Levanta, tira a calcinha e vem aqui.
No mesmo segundo, o meu corpo obedeceu. Fiquei de pé sobre as pernas trêmulas, deslizei a calcinha fio dental pelas minhas pernas e a joguei no chão do escritório. Juntei o tecido da camisola, levantando-a até a altura da minha cintura, e montei nele novamente de frente. Enlacei a sua nuca com as mãos enquanto ele segurava a base do próprio pau, esfregando a ponta dele diretamente na minha boceta, que a essa altura já estava totalmente molhada, vertendo desejo, apenas esperando pelo comando final para me guiar.
— Boa garota — Massimo sussurrou, os olhos fixos na junção dos nossos corpos. — Agora você vai sentar, até eu mandar você parar.
Apoiei os meus joelhos na lateral do corpo dele, segurei firme em seus ombros e desci. O pau dele entrou de uma vez, preenchendo cada centímetro da minha intimidade com uma rigidez que me fez perder o fôlego. Comecei a subir e a deslizar na extensão dele. Eu subia e descia ritmicamente, revirando os olhos de tesão, deixando escapar gemidos baixinhos e sôfregos que ecoavam pelo escritório. Massimo agarrou a minha bunda com as duas mãos, apertando as minhas nádegas sem dó nenhuma, usando a sua força para me ditar o ritmo, me impulsionando para cima e para baixo naquele membro imenso, digno do Don que ele era.
— Para. Levanta — ele comandou de repente, a voz cortante cortando o meu transe.
Imediatamente eu obedeci, parando o movimento e ficando de pé, ofegante, sentindo a ausência dele me fazer queimar por dentro.

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