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Marcada pelo meu chefe Alfa romance Capítulo 85

O chão daquele lugar era gélido. Eu tentava ao máximo abraçar os meus próprios joelhos para me proteger do frio, mas eram tentativas em vão.

"Eles vão nos matar." Daiana sussurrou."

"Não pense dessa maneira. Vamos sair daqui vivos, os três." toquei em minha barriga com cuidado."

O homem de cabelos castanhos se aproximou, e nos encarou. Ele segurava uma garrafa de água, e ofereceu a mim e a Daiana.

Quando estendi a mão para pegar, ele deu uma risada maléfica, despejando a água sobre o chão.

"Se quiserem beber água, lambam o chão, humana."

Eu murmurei, tentando segurar as lágrimas que insistiam em querer cair.

Eu tentei não demonstrar minha fraqueza, tentei segurar as lágrimas que já ameaçavam cair.

O calor do ódio que sentia por aquele homem queimava mais do que qualquer dor física, mas a impotência era maior. Eu olhei para Daiana, vendo a expressão de pânico em seu rosto. Não podíamos sair daquele lugar, mas não íamos desistir.

Meu coração estava apertado, meu peito doía.

Eu não sabia no que estava me metendo.

Não tinha ideia de que me envolver com Damon Thorn me traria a essa situação.

Eu não o culpava, é claro. Mas não podia aceitar que aquelas criaturas me fizessem mal, que fizessem mal ao meu bebê.

Naquele momento, eu precisava de forças.

"Leve a loba para o outro quarto." o Alfa apareceu na porta dando ordens para seu súdito." Quero ter uma conversinha com a senhorita Hart."

Ele se abaixou perto de mim, eu olhei para baixo. Então ele ergueu o meu queixo rapidamente, me fazendo encarar seus olhos castanhos.

"Até que você é bem gostosa, fêmea", Kael disse, sorrindo de maneira arrogante. "Acho que não quero mais te devolver para o seu dono."

"Eu não tenho dono", vociferei, a raiva queimando dentro de mim. Eu sabia que qualquer fraqueza seria uma derrota. Não ia deixar que ele me humilhasse.

Ele riu com prazer. "A partir do momento que se deixa ser marcada por um Alfa, você vira dele, querida."

Eu respirei fundo, tentando controlar minha raiva. Ele queria me fazer ceder, queria me ver fraca. Mas eu sabia que não podia. A dor do momento só me fazia lembrar de Damon, de tudo o que ele significava para mim.

"O que você quer?" perguntei, a voz agora mais firme. "Eu não tenho nada a te oferecer."

Ele se aproximou ainda mais, e eu senti o calor de seu hálito contra minha pele. O toque dele em meu cabelo fez minha pele arrepiar, de nojo. "É aí que você se engana, humana." Kael disse, segurando-me pelos cabelos. "Está esperando o herdeiro do Alfa Supremo. Você vale muito."

Eu tentei me soltar, mas ele apertou ainda mais. A raiva se misturava com o medo. Não, eu não ia deixar isso acontecer. Eu não ia deixar ele levar tudo o que eu tinha.

Kael se afastou um pouco, ainda segurando meu cabelo. Ele olhou para mim com um sorriso vitorioso. "Damon não pode salvar você. Ele vai morrer, e então você vai ser minha. Você e o filhote"

Eu estava prestes a explodir de raiva, mas antes que eu pudesse gritar, Kael riu e se afastou, olhando para os seus homens.

"Vamos, fêmea. O tempo de Damon acabou. Agora, o que vai sobrar é meu." Kael se virou e fez um gesto, indicando que me levassem para o próximo quarto.

Daiana estava sendo arrastada para o outro lado do corredor. Eu queria gritar, correr, mas estava presa. Meu coração batia forte em minha garganta. Eu não sabia mais o que fazer, só pensava no bebê. Eles estavam me levando para um lugar onde eu não podia controlar nada.

O alfa ficou parado por um momento, aparentemente surpreso. O sorriso cruel ainda não tinha desaparecido de seu rosto, mas o olhar de Eric o fez hesitar por um segundo.

“Não se atreva a dar lição de moral para mim,lobo inútil. Saia antes que eu te mate."

Eric deu um passo à frente, e sua voz ficou mais grave. “Não importa o que você queira. Eu posso concordar com muita coisa, mas não com isso. Isso não é apenas sobre o que você quer. Isso é sobre o respeito que se deve a todas as criaturas. Abusos como esse não são aceitáveis, nem mesmo de você.”

Kael se virou para Eric com raiva, os punhos cerrados, mas antes que pudesse responder, uma batida no corredor interrompeu o clima de tensão.

O lobo que entrou, em forma humana, estava com uma expressão de urgência. "Alfa Kael, a situação na aldeia está fora de controle. Precisamos de você agora."

Ele olhou para mim uma última vez, com um brilho de fúria nos olhos, mas algo nele vacilou. Ele sabia que havia mais a perder do que eu. "Isso não acabou, humana", ele rosnou. "Eu volto para terminar o que comecei. Prepare-se."

Com uma última olhada de desprezo, Kael se afastou, deixando o quarto.

O lobo que entrou seguiu rapidamente, mas Eric não se moveu. Ele olhou para mim, seus olhos não tão frios quanto antes, mas ainda distantes.

"Eu posso odiar meu primo humana. Mas não concordo com isso, ainda mais em uma mulher grávida."

Eu não sabia o que dizer. Tudo dentro de mim estava quebrado, a raiva, o medo, a impotência. Mas havia algo em Eric que me dava uma pequena esperança — uma faísca de que talvez, dentro daquela matilha, ainda houvesse uma chance.

"Você vai me ajudar?" perguntei, a voz fraca, mas com uma pitada de confiança, como se fosse minha última tentativa.

Eric olhou para mim por um longo tempo, e então, sem uma palavra, se afastou. Ele não prometeu nada. E, de repente, fiquei sozinha novamente, com a lembrança do toque daquele lobo queimando minha pele.

Eu me agarrei à esperança, mesmo sabendo que ela era frágil. Mas alguma coisa dentro de mim me dizia que, por mais que a batalha fosse difícil, Damon viria. Ele viria me salvar, e faria tudo o que fosse necessário para me tirar daquele pesadelo.

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