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Marcada pelo meu chefe Alfa romance Capítulo 86

Caroline Hart

Senti o tapa no rosto seco e inesperado. Acordei no chão frio, o rosto ardendo e as costelas doendo por dormir encolhida. Tentei me encolher mais, mas a voz de Kael me cortou.

"Levanta, humana."

Meu corpo reagiu antes da mente.

Levantei e sentei devagar,ainda tonta, os olhos ainda pesados do sono e do medo.

Era impossível ignorar que eu estava grávida, esperando um filho nessas condições.

Kael já estava em pé, parado a minha frente, com aquela expressão predatória que me dava náusea.

Senti o cheiro dele antes de vê-lo. Meu estômago virou.

Ele se agachou bem perto me fazendo virar o rosto.

"Eu queria tanto te tocar. Tanto te possuir, humana... Você não faz ideia do que provoca num lobo como eu." Seu nariz roçou meu pescoço e eu fechei os olhos, prendendo a respiração. Ele inspirou fundo, como um animal cheirando a presa. "Seu cheiro é inebriante,entendo porque Thorn não resistiu."

Senti meu corpo inteiro se retrair, cada músculo implorando para que aquele momento acabasse. Meu coração batia rápido demais, parecia que ia rasgar minha pele de dentro para fora.

"Sai de perto de mim, seu imundo," murmurei, tentando soar firme, mas minha voz falhou.

Ele riu, o som rouco e sem piedade. "Hoje não vou te tomar, humana, não por falta de vontade. Mas apareceu alguém disposto a pagar muito mais caro do que eu pensava pela sua vida." Ele puxou meu cabelo, me obrigando a olhar nos olhos dele. "Você vale ouro, sabia? O Alfa supremo não faz ideia do que tem nas mãos."

Meu peito apertou, uma onda de desespero me atingiu. "Do que você está falando?"

"Logo você vai saber," ele respondeu, largando meu cabelo como se eu fosse um objeto qualquer. "Mas agradeça ao seu Alfa. Ele te valorizou tanto que o mundo inteiro agora quer te possuir. Só que você não pertence mais a ninguém. Só a quem pagar mais caro."

Fiquei em silêncio. Não queria dar a ele o prazer de me ver chorando, mas meu corpo tremia inteiro.

"O que você vai fazer com Daiana?" Minha voz saiu baixa, quase infantil, mas eu precisava tentar.

"Não se preocupe, humana." Ele olhou para trás, o sorriso cruel nos lábios. "Lobas velhas são úteis por pouco tempo. Talvez sirva para negociar, talvez não dure até o fim da noite. Só depende de quem pagar mais."

Senti o choro subir à garganta, mas engoli seco. Eu não podia desmoronar. Não agora. Senti o bebê mexer, um aviso frágil de que não estava sozinha.

Não sabia onde estava, para onde estava indo. O terror era sufocante.

Pensei em Damon.

No jeito que ele prometeu me proteger, na raiva dele, nos olhos azuis brilhando em meio à escuridão. Por um segundo, desejei que ele me encontrasse, mesmo que fosse só para acabar com tudo isso. Mas quanto mais o caminhão andava, mais longe eu sentia estar de qualquer esperança.

Eu fechei os olhos, e acabei dormindo. Era o único jeito de fugir mentalmente.

O veículo parou abruptamente. O impacto me jogou contra a parede de metal, minha cabeça latejou. Vozes discutiam do lado de fora, passos pesados se aproximaram. Ouvi o som da trava, e mãos grosseiras arrancaram a venda dos meus olhos.

A luz me cegou por um segundo. Quando meus olhos se adaptaram, vi o impossível: uma mansão imensa, cercada de grades, carros de luxo enfileirados, homens armados vigiando tudo. O cheiro de poder, de riqueza, de medo estava em cada canto.

"Ande." Um dos guardas me puxou pelo braço, me arrastando escada acima. O chão de mármore gelado, o tapete vermelho sujo pelas minhas pegadas. Olhei em volta, tentando entender onde estava.

Um corredor longo, retratos de família nas paredes brancas, luzes de cristal. O lugar parecia um castelo.

Meu coração batia tão rápido que parecia explodir. Eu não sabia o que me aguardava ali, mas uma certeza me cortava por dentro: o pesadelo estava só começando.

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