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Laço de Sangue? Laço de Mentira! romance Capítulo 73

Beatriz franziu a testa e lançou um olhar de repreensão para ela. "Ah, eu sou apenas uma dona de casa, não tenho nada para esconder de você!"

Mesmo assim, Edite ainda estava um pouco apreensiva. "Mãe, se você tiver algo para me contar, por favor, não guarde para si."

"Não se preocupe, filha. Se houver algo, serei a primeira a te contar."

Beatriz sorriu. "Edite, a coisa que mais me orgulha e me realiza nesta vida é ter uma filha como você. Eu mesma não tive muitas escolhas e por isso você teve que ir morar no interior com seu avô tão jovem. Mas, felizmente, ele te educou muito bem."

"Mãe, não fala assim", Edite franziu a testa. "Você fez o que pôde. Embora eu tenha sido enviada para longe, eu sei que você vinha me visitar escondida da Família Resende todo mês. Eu sei o quanto você se preocupava comigo."

Beatriz acariciou a cabeça de Edite. "Edite, minha única esperança agora é que você seja feliz. Não importa o que você decida fazer, eu sempre vou te apoiar."

Edite olhou para a mãe com uma sensação de inquietação.

"Mãe, fique tranquila." Ela levantou a mão e apertou a mão de sua mãe que estava em sua bochecha.

"Meu estúdio está indo cada vez melhor. Vou ganhar bastante dinheiro. No próximo ano, estou planejando comprar uma casa de campo na beira do rio. O jardim é grande, você não adora plantar flores? Você pode plantar flores no jardim, e a gente pode fazer um lago para peixes... E se você quiser, podemos ter um cachorro ou um gato. O que você quiser, eu vou ajudar você a realizar!"

Beatriz ouvia as palavras da filha e quase podia imaginar como seria maravilhosa aquela vida.

Ela olhou para Edite, vendo o brilho de esperança em seus olhos, e não teve coragem de desapontá-la. Apenas acenou com a cabeça e sorriu. "Edite, você é incrível. Só de ouvir isso, já fico animada."

Edite observou a mãe, mas não conseguia afastar uma sensação de desconforto.

Quase instintivamente, ela abraçou a mãe e encostou o rosto em seu ombro. "Mãe, me dá um abraço."

Beatriz ficou surpresa, mas levantou os braços e a abraçou, com um tom de leve resignação. "O que foi? Já está crescida e ainda quer colo?"

No dia seguinte, faltavam quatro dias para a véspera de Natal.

Edite levou Beatriz de volta ao hospital logo cedo. Após acompanhar a mãe em seus exames diários e se certificar de que tudo estava bem, ela finalmente ficou tranquila.

Depois que o médico e os enfermeiros terminaram de fazer a ronda e saíram do quarto, Dona Gabriela chegou.

Edite pegou sua bolsa e se levantou. "Mãe, hoje eu tenho algumas coisas para resolver no trabalho, então vou indo."

"Tudo bem, não se esforce demais. E, por favor, não se esqueça de fazer suas refeições, mesmo que esteja ocupada!"

"Eu sei", disse Edite, antes de se virar para Dona Gabriela. "À noite, talvez eu não consiga voltar. Dona Gabriela, por favor, cuide da minha mãe."

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