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Laço de Sangue? Laço de Mentira! romance Capítulo 439

Edite acabou optando por ir até o País King.

Ela contou a novidade a Emerson.

Emerson, não se sentindo seguro em deixá-la viajar sozinha, sugeriu acompanhá-la.

Edite também achou mais prudente ter alguém junto.

Naquela mesma noite, embarcaram no avião particular da família Guedes rumo ao País King.

Após um voo durante toda a noite, chegaram ao País King às dez horas da manhã, no horário local.

Assim que saíram do aeroporto, a fiel secretária de Vagner já os esperava.

A secretária os conduziu até uma van executiva preta.

O veículo seguiu do aeroporto até o centro da cidade.

Foram quarenta minutos de trajeto.

Durante todo o percurso, o silêncio predominou dentro do carro.

Quanto mais se aproximavam do destino, mais nervosa Edite ficava.

Emerson percebeu sua inquietação e pousou a mão suavemente em seu ombro.

Edite virou-se para ele.

"Edite, não tenha medo, estou aqui com você." Emerson sorriu com carinho. "Vou te ajudar a trazer seu filho para casa."

Edite sentiu os olhos arderem e assentiu em silêncio, apertando os lábios.

...

A van preta entrou na propriedade privada de Vagner.

A secretária conduziu Edite e Emerson até a sala principal da casa.

Vagner estava sentado no sofá, as longas pernas cruzadas, recostado preguiçosamente enquanto fumava um charuto.

Ergueu as sobrancelhas, segurando o charuto entre os dedos e soltando uma nuvem de fumaça. "Vocês chegaram, fiquem à vontade, somos todos conhecidos aqui, sentem-se!"

Vagner sempre mantinha esse tom descontraído.

Edite e Emerson, já acostumados com o jeito dele, sequer se incomodaram em responder à altura.

Trocaram um olhar e preferiram não se sentar.

"Vagner, onde está meu filho?" perguntou Edite.

Os olhos de Paulo se encheram de lágrimas. "Mamãe..."

Edite ignorou Paulo e se virou para Vagner, franzindo a testa e questionando: "Vagner, o que significa isso?"

"O que foi?" Vagner semicerrava os olhos. "Criei como se fosse meu próprio filho durante cinco anos. Não é esse o seu filho?"

A raiva de Edite subiu imediatamente à cabeça.

"Vagner! Você sabe muito bem que estou procurando meu filho de verdade!"

"Mamãe, sou eu, Paulo, também sou seu filho! Você disse que sempre me amaria!"

Edite fechou os olhos, respirando com dificuldade.

Apesar de agora saber que seu filho estava vivo, tudo o que Rafaela fizera continuava sendo verdade.

Elizabete Costa e Rafaela, mãe e filho, haviam causado danos irreversíveis a ela e à sua mãe, e nada mudaria isso.

Paulo era filho de Rafaela, e só por isso, Edite não conseguia mais sentir qualquer compaixão por ele.

Paulo chorava e gritava por Edite, agora ele realmente reconhecia seu erro e se arrependia de verdade.

Depois de chegar ali, ele já havia visto Rafaela.

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