"Trabalho nunca termina, mas para o Ano Novo é essencial comprar roupas novas, deixar o velho para trás e receber o novo. Só assim o ano que vem será próspero e feliz!"
Beatriz falava enquanto empurrava Edite para o provador. "Vai, experimenta, a mãe está aqui fora esperando."
Edite tinha um corpo que valorizava qualquer roupa que vestisse, desde que o tamanho estivesse correto.
A última peça era um vestido justo.
Beatriz se aproximou, tocou a cintura e a barriga dela. "Esse não está apertado?"
Edite ficou tensa.
Na verdade, sua barriga ainda nem estava visível, mas com sua mãe tocando ali, ela se sentiu nervosa.
Felizmente, Beatriz logo retirou a mão, franzindo a testa e balançando a cabeça. "É bonito, mas muito justo. Não é confortável, melhor pegar algo mais folgado."
Realmente, como restauradora, roupas muito justas não eram práticas para seu trabalho.
Edite lançou um olhar discreto para a mãe e, ao perceber que ela estava com a mesma expressão de sempre, suspirou aliviada.
Parece que estava sendo sensível demais.
No fim, além do vestido justo, compraram as cinco peças que Beatriz escolheu.
Edite passou o cartão e depois levou Beatriz para a seção de roupas femininas maduras ao lado.
Lá, também comprou cinco outfits novos para Beatriz e dois pares de sapatos.
Enquanto pagavam, uma mãe e filha entraram na loja. Eram da Família Resende, a tia Arlinda Costa e sua filha Karina Resende.
Assim que entraram, Arlinda e Karina notaram Edite e Beatriz, trocaram um olhar e ficaram de lado, observando discretamente.
"Senhora, o total é de 157 mil reais."
Edite entregou o cartão à caixa.
Beatriz rapidamente a interrompeu, "É muito caro! Edite, você é jovem, dona de um estúdio, é normal usar marcas. Mas eu já sou mais velha, não saio tanto. Roupas mais simples já estão ótimas para mim!"
Edite olhou para ela, "Mãe, você me incentivou a comprar roupas novas, lembra?"
Beatriz replicou, "Eu estava só preocupada com você..."
"Eu também me preocupo com você!" Edite insistiu, entregando novamente o cartão à caixa. "Pode passar, e por favor, envie para este endereço."
A caixa recebeu o cartão com ambas as mãos. "Claro."
Nesse momento, o telefone vibrou novamente.
Era Davi.
Lembrando das palavras que ouviu na noite anterior, Edite rejeitou a chamada e guardou o celular na bolsa.
Nessa altura, pedir ajuda a Davi era impensável.
...
Depois de terminarem as compras, Edite e Beatriz voltaram para o Apartamentos Aurora.
Naquele dia, elas passaram o dia decorando o novo lar, ocupadas do meio-dia até o anoitecer.
Ao observar a nova casa, decorada com alegria e cores vibrantes, Edite e Beatriz se abraçaram e riram juntas.
Durante o jantar, Beatriz sugeriu que fizessem pasteizinhos. Edite não era muito boa nisso, e Beatriz também não tinha muita habilidade, resultando em algo que não parecia ou tinha gosto dos melhores. No entanto, mãe e filha comeram com muita satisfação.
Após o jantar, Edite mencionou que precisava voltar para o hospital, mas Beatriz insistiu que passaria a noite em casa de qualquer maneira.
Edite percebeu algo estranho e, franzindo a testa, olhou para Beatriz, "Mãe, você está agindo de forma diferente hoje. Está escondendo alguma coisa de mim?"

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Laço de Sangue? Laço de Mentira!
Ah não oooo. Por favor, postem mais. Esse livro é ótimo...