O vento e a neve estavam intensos, e o limpador de para-brisa balançava freneticamente enquanto Branca dirigia devagar.
Dentro do carro, o aquecimento estava no máximo, e uma música suave ressoava ao fundo.
Edite estava recostada no banco, de olhos fechados, em completo silêncio.
Branca lançava olhares ocasionais para ela.
Embora não soubesse exatamente o que havia ocorrido na Mansão Anjo, Branca podia sentir que Edite estava bastante abalada desta vez.
De repente, o som de uma buzina irrompeu atrás delas.
Branca deu uma olhada no retrovisor.
Um Maybach preto estava se aproximando rapidamente —
"Aquele carro atrás é do Davi?"
Edite abriu os olhos devagar e olhou para o retrovisor, franzindo levemente a testa: "É ele."
"Ele está piscando o farol para mim!" Branca acelerou. "Mas por que ele está nos seguindo?!"
"Não precisa se preocupar com ele."
"Claro que não vou!"
Branca se concentrou e começou a acelerar. "Segura firme! Vou pisar fundo!"
Mas a tempestade de neve era intensa, e 60 km/h já era o máximo que Branca conseguia segurar com sua habilidade...
Logo, o Maybach as ultrapassou.
No meio dos xingamentos de Branca, o Maybach deu uma guinada brusca!
Branca arregalou os olhos e pisou no freio com tudo.
Edite foi lançada para a frente pelo impacto, mas por sorte estava usando o cinto de segurança e não se feriu.
Branca se recuperou e virou-se para Edite, "Edite, você está bem? Está tudo certo?"
"Estou bem." Edite balançou a cabeça. "E você?"
"Eu? Agora só quero mandar o Davi para o inferno! Estou prestes a sair do carro e quebrar o carro dele..."
Branca não conseguiu terminar a frase.
Porque, ao se virar, ela viu o próprio Davi parado na frente do carro dela.
O limpador de para-brisa trabalhava freneticamente, mas não conseguia bloquear a presença intimidadora do homem à sua frente.
O céu escurecia ainda mais, e a tempestade de neve parecia ganhar força.
Aquele clima não era o ideal para uma conversa ao ar livre.
Mas Edite sabia que, já que Davi a havia alcançado, ele não desistiria facilmente.
"Davi, se você veio me convencer a voltar para cuidar do Paulo, quero deixar claro agora, eu não vou."
Davi a olhou, sua voz profunda e firme. "Paulo só está sendo teimoso, ele não quis dizer aquelas coisas."
"Não foi teimosia, foi a verdade. Você mesmo disse a ele que eu não sou a mãe dele."
Davi ficou surpreso.
"Não acho que sou tão importante para o Paulo."
Edite olhou para ele, sua voz se misturando com o vento e a neve. "Paulo só está acostumado a depender de mim há cinco anos, é normal ele reagir assim com a minha partida, mas vai passar."
Davi apertou os lábios em uma linha fina.
A tempestade de neve ficava cada vez mais intensa, e apesar de estarem a poucos passos de distância, Davi sentia que Edite estava se afastando.
"Então você realmente decidiu romper com o Paulo?"

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Laço de Sangue? Laço de Mentira!
Ah não oooo. Por favor, postem mais. Esse livro é ótimo...