A porta do banheiro se fechou com um estrondo, e logo em seguida o som de vômito de Edite pôde ser ouvido.
Após vomitar todo o café da manhã, ela finalmente se sentiu um pouco melhor.
O som angustiante do vômito atravessava a porta do banheiro.
Paulo franziu a testa e perguntou a Davi: "Papai, por que a mamãe está vomitando tanto? Será que ela está doente?"
Davi, com um olhar profundo, passou a mão suavemente pelo cabelo de Paulo. "Talvez ela tenha se cansado demais nos últimos dias."
"Então quer dizer que a mamãe não vai poder me ver com tanta frequência?"
Davi respondeu: "Isso você pode perguntar diretamente a ela."
Paulo suspirou, um pouco insatisfeito murmurou: "Ela não parecia tão ocupada antes. Parece que desde que minha mãe voltou, ela está sempre ocupada..."
A porta do banheiro se abriu.
Edite saiu, já recomposta.
Davi e Paulo olharam para ela.
"Mamãe," chamou Paulo, com o rosto cheio de preocupação, "você está bem?"
Depois de vomitar, Edite se sentia muito melhor, apenas um pouco cansada.
Davi a observava, seus olhos intensos e escuros. "Estômago está ruim?"
Edite piscou rapidamente, um relance de insegurança passou por seus olhos.
Ela apertou os lábios, tentando parecer calma ao responder.
Davi raramente demonstrava preocupação por ela, e Edite não acreditava que esse interesse fosse genuíno.
Ela temia que ele pudesse perceber algo!
"Você foi ao médico?"
Ele não deveria ter perguntado, quanto mais perguntava, mais nervosa Edite ficava.
Afinal, Davi já tinha sido pai, e com o carinho que tinha por Rafaela, certamente tinha se informado bastante na época em que Rafaela estava grávida.
Edite não conseguia entender as intenções de Davi e, com medo de falar mais do que devia, preferiu não responder!
Paulo fez um beicinho de insatisfação.
Ligar ou fazer chamada de vídeo não resolve! Edite não pode cozinhar para ele pelo telefone!
Só de pensar que não comeria a comida de Edite por dez dias, o humor de Paulo piorou!
A expressão de Paulo deixava claro o que sentia.
Edite, ao ver isso, também se sentiu um pouco triste.
Paulo nunca tinha ficado tanto tempo separado dela, e ela achava que ele estava com saudade, o que aumentava seu sentimento de culpa.
Edite abraçou Paulo. "Paulo, é por causa do trabalho. Mamãe precisa ir."
Paulo se recostou no abraço de Edite, sentindo o cheiro familiar que sempre o acalmava.
Apesar do perfume da mamãe ser bom, Paulo se sentia mais seguro com o cheiro natural de Edite.
Paulo amoleceu, abraçando Edite. "Então, mamãe, trabalhe bem. Eu me comportarei direitinho. E quando voltar, além do presente, você tem que cozinhar muitas coisas gostosas para mim!"

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Laço de Sangue? Laço de Mentira!
Ah não oooo. Por favor, postem mais. Esse livro é ótimo...