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Laço de Sangue? Laço de Mentira! romance Capítulo 29

"Ouvi dizer que o Sr. Fortes não costuma aceitar casos facilmente, mas há cinco anos ele surgiu do nada para me defender. Fiquei curioso."

"Ele e eu..." Edite hesitou, mas manteve a expressão tranquila. "Não somos muito próximos. Foi meu orientador quem nos apresentou. O Sr. Fortes aceitou ajudar por consideração a ele."

Beatriz assentiu ao ouvir isso. "Entendi. Estava pensando que agora que estou fora, poderíamos comprar alguns presentes e agradecê-lo formalmente."

Edite se apressou em responder: "Não precisa!"

Beatriz ficou confusa. "Por quê?"

Edite inventou uma desculpa rapidamente: "Já enviei um presente. Além disso, meu orientador mencionou que o Sr. Fortes não gosta de ser incomodado por pessoas de fora."

Beatriz assentiu novamente. "Ah, se é assim, então está bem."

Edite respirou aliviada, despediu-se de Beatriz e seguiu para o cartório.

...

Dez e meia da manhã.

Edite já estava no cartório esperando há duas horas.

Davi ainda não tinha chegado.

Ela ligou para Davi três vezes, mas ele não atendeu.

A paciência dela estava se esgotando.

Quando estava prestes a ligar pela quarta vez, o telefone tocou. Era Davi.

Ela atendeu imediatamente, com a irritação evidente na voz: "Davi, você vem ou não vem?"

"Estou no hospital," respondeu Davi friamente. "Paulo está fazendo birra e quer te ver. Não consigo acalmá-lo. Venha para o hospital."

"Agora são dez e meia. Primeiro venha para que possamos finalizar o divórcio..."

Tu, tu, tu—

A ligação foi interrompida!

Edite ficou tão irritada com o tom ocupada no telefone que sua respiração ficou descompassada.

Após pensar um pouco, Edite decidiu ir ao hospital.

Se Davi não vinha, ela mesma o buscaria!

-

Na porta do quarto de Paulo, Edite bateu.

Logo, a porta se abriu por dentro.

No passado, a reação de Paulo seria diferente.

Quando sabia que ela estava doente ou machucada, a primeira preocupação de Paulo era por ela. Agora, ele só pensava na própria satisfação.

Olhando para Paulo, Edite percebeu, um tanto aturdida, que o menino que ela cuidou por mais de cinco anos havia mudado bastante em pouco mais de uma semana...

"Paulo ainda não comeu. Sua mão está machucada, então vou pedir para a empregada da Família Fortes trazer os ingredientes. Você só precisa instruí-la."

Edite franziu a testa. Queria recusar, mas ao pensar que Paulo não tinha comido o dia todo, não conseguiu resistir.

Acabou seguindo o plano de Davi.

Em cerca de dez minutos, a empregada da Família Fortes trouxe os ingredientes para o quarto.

A suíte do hospital era bem equipada e, em meia hora, o mingau e o peixe ao molho estavam prontos.

Paulo, apesar de ainda não estar muito feliz, estava faminto, e com a ajuda da empregada e de Edite, comeu metade de uma tigela de mingau.

"Mamãe, você não gosta de peixe também? Aqui, ah~"

Paulo, de repente, pegou um pedaço de peixe e o levou até a boca de Edite.

Um cheiro forte e inesperado de peixe tomou conta do ar, fazendo Edite franzir a testa e sentir o estômago revirar. Rapidamente, ela cobriu a boca com a mão e se virou, correndo em direção ao banheiro.

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