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Laço de Sangue? Laço de Mentira! romance Capítulo 150

Ao ouvir isso, o olhar de Edite instintivamente caiu sobre os pezinhos expostos de Paulo.

Estavam sujos, e os dez dedinhos estavam vermelhos de frio.

Ela não pôde evitar franzir as sobrancelhas.

A policial, percebendo a preocupação dela, suspirou e aconselhou: "Eu vejo que você é uma pessoa de bom coração. Mesmo que o menino não seja seu filho biológico, ele te chama de mãe. Não mande ele embora."

Edite apertou os lábios, sem responder.

"Cada família tem seus problemas. Deixe as desavenças com o pai do garoto de lado por enquanto. Concentre-se em cuidar bem dele, pois ele já passou por muita coisa."

No final, Paulo ficou.

Depois que a policial foi embora, Edite o levou ao banheiro da sala de descanso e ligou o chuveiro, ajustando para água morna.

"Limpe seus pés," disse ela a Paulo, segurando o chuveiro.

Antes, Edite sempre cuidava dessas coisas pessoalmente.

Paulo podia sentir que sua mãe ainda estava chateada. Ele se sentia um pouco injustiçado, mas não ousava dizer nada. Obedecia a tudo que Edite pedia.

Depois de lavar os pés, Edite lhe entregou uma toalha. "Seque-os."

Paulo pegou a toalha e silenciosamente secou seus pés.

Não havia mais nada de Paulo ali, então Edite lhe deu seus chinelos para usar.

Com os chinelos de adulto, Paulo andava de forma desajeitada.

Edite não se importou, pegou uma jaqueta curta que não usava muito e a entregou para ele. "Vista isso. Daqui a pouco seu pai vem te buscar."

Paulo pegou a jaqueta e a vestiu obedientemente.

Edite saiu da sala de descanso e ligou para Davi.

O telefone de Davi estava ocupado.

Edite sentou-se no sofá, com uma expressão um tanto fria.

Paulo saiu, subiu no sofá e sentou-se ao lado de Edite, comportado.

Edite virou-se, olhando para o rostinho de Paulo.

Paulo imediatamente abaixou a cabeça, suas pequenas mãos mexendo no zíper da jaqueta, parecendo um pouco nervoso e inquieto.

Paulo olhou para ela com expectativa. "Mamãe, você realmente... não quer mais ser minha mãe?"

"Paulo, você tem sua mãe, ela se chama Rafaela."

Edite olhou nos olhos dele, com a voz fria, "Eu não sou sua mãe. Não diga mais para os outros que sou sua mãe. Como hoje, quando você disse à polícia que eu era sua mãe, isso me causou muitos problemas."

Paulo olhou para Edite, atônito.

A surpresa e a mágoa nos olhos da criança eram impossíveis de esconder.

Edite, no final, não conseguiu continuar olhando, desviou o rosto.

Paulo franziu a testa, lembrando do que a mãe Rafaela lhe dissera—

'Se uma mulher está grávida, em momentos de perigo, ela instintivamente protege a barriga.'

Ele abaixou a cabeça e viu uma revista ao lado do sofá.

Será que a mamãe realmente está grávida?

Paulo mordeu o lábio, pegou a revista de repente e a jogou em direção ao ventre de Edite—

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