"Davi?" O policial ao lado franziu a testa, "Não seria o chefe de segurança pública, Davi Fortes?"
"Impossível!" A policial sorriu e balançou a mão, "A namorada do Sr. Fortes é a famosa atriz Rafaela, eles acabaram de tornar o relacionamento público, não faz sentido. Deve ser alguém com o mesmo nome."
"Verdade." Outro policial concordou: "O Sr. Fortes não é apenas uma figura importante na segurança pública, mas também o primogênito da Família Fortes. Se ele tivesse um filho assim, toda a família cuidaria dele com muito zelo. Como deixariam a criança se perder? Isso seria loucura!"
A policial olhou para Paulo e perguntou suavemente: "Pequeno, você se lembra do número de telefone dos seus pais?"
"Eu não lembro," Paulo balançou a cabeça, "mas eu sei onde minha mãe trabalha!"
...
Davi ligou para Edite quatro ou cinco vezes seguidas, mas Edite não atendeu.
As duas obras de arte chegariam hoje, e ela estaria muito ocupada nos próximos dias, sem tempo ou paciência para lidar com Davi.
Para evitar interrupções, ela decidiu deixar o celular no escritório.
Assim que entrou no Atelier de Restauração de Esculturas, Andreia veio bater à porta.
"Edite, tem dois policiais lá fora dizendo que estão aqui para te ver."
Edite ficou surpresa, "Policiais? O que eles querem?"
"Eles trouxeram Paulo com eles."
Edite franziu a testa.
Paulo?
Edite desamarrou o avental e saiu do Atelier de Restauração de Esculturas.
"Mamãe!"
Na recepção do estúdio, Paulo, que estava nos braços de um jovem policial, viu Edite e gritou animadamente.
"Você é a Sra. Edite?" A policial que veio junto se aproximou e mostrou seu distintivo, "Somos da delegacia do distrito de Rio Azul."
Ela e Davi ainda não tinham se divorciado oficialmente, e no registro de família, Paulo ainda era seu filho.
"Eu e o pai da criança estamos nos divorciando, ele não é meu filho biológico, a guarda é do pai dele." Edite explicou com paciência.
"Mesmo assim, você ainda é a guardiã legal dele. Sei que ser madrasta não é fácil, mas ele só tem cinco anos e ficou o tempo todo chamando pela mãe. Dá pra ver que ele é apegado a você, não seja tão dura, trate-o bem!"
Ao ouvir isso, Edite percebeu que mais explicações seriam inúteis. Ela olhou para Paulo.
"Paulo, ligue para o seu pai, peça para ele vir te buscar."
"Mamãe, o papai não volta para casa há dias, e ele não atende minhas ligações."
Paulo tentou conter o choro, as lágrimas escorrendo enquanto olhava para Edite, "Mamãe, eu prometo me comportar, posso ficar com você alguns dias? Tenho tanto medo de ficar sozinho em casa."
A policial, ao ver a cena, olhou para Edite com um olhar de desprezo.
"Uma criança saiu de casa sozinha só para te procurar. Com esse frio, ela estava apenas de pijama, e os pés dela estavam vermelhos de tanto frio, que pena!"

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Laço de Sangue? Laço de Mentira!
Ah não oooo. Por favor, postem mais. Esse livro é ótimo...