Com um estrondo, o bisturi caiu no chão, emitindo um som agudo.
O anestesista, que estava prestes a administrar a medicação, parou abruptamente!
A Dra. Rocha franziu a testa e olhou para o assistente. "O que aconteceu com você?"
O assistente, sem culpa alguma, respondeu: "Não fui eu, é que..."
De repente, o anestesista retirou a agulha. "É um terremoto!"
Edite abriu os olhos de repente—
As luzes do teto da sala de cirurgia piscavam, e ela sentia a cabeça girar, enquanto a mesa de cirurgia balançava sob seu corpo!
No instante seguinte, o alarme soou em todo o hospital!
"A cirurgia está suspensa! Evacuar imediatamente pelo corredor de segurança—"
Edite estava atordoada, sendo auxiliada por Branca e pelo anestesista a descer da mesa de cirurgia.
A porta da sala de cirurgia se abriu e o corredor estava repleto de pacientes e profissionais de saúde, em um momento de completo caos.
Emerson, ao vê-las sair, correu em sua direção.
"Como estão? Conseguiram fazer a cirurgia?"
"Vamos sair daqui primeiro!" Branca respondeu, apoiando Edite.
Emerson assentiu, usando sua presença imponente para protegê-las enquanto caminhavam em direção à saída segura...
Felizmente, o tremor logo parou.
Agora, tanto o corredor de segurança quanto o principal estavam lotados de pessoas.
Embora o tremor tivesse cessado, todos ainda estavam apreensivos, com medo de um possível abalo secundário.
Nesse momento, o alarme do hospital desligou.
Poucos segundos depois, uma voz feminina suave surgiu pelo sistema de som: "Acabamos de receber as últimas notícias do instituto de sismologia: às 10h45, ocorreu um terremoto de magnitude 6.2 em nossa cidade... No momento, a emergência sísmica foi resolvida. Pedimos aos profissionais de saúde que ajudem a conduzir os pacientes de volta aos seus quartos e verifiquem se há feridos..."
Todos soltaram um suspiro de alívio.
Assim que chegaram ao corredor do quarto, uma enfermeira saiu apressada do quarto ao lado e, ao ver Branca, disse rapidamente: "Dra. Borges, a incisão na paciente do leito 38 abriu, ela está sangrando muito, a Dra. Medeiros está ocupada, você pode ajudar?"
Branca soltou Edite e entrou a passos largos no quarto.
Edite ficou na porta, de onde podia ver o rosto pálido da paciente deitada na cama, com um berço ao lado.
O recém-nascido no berço dormia tranquilo.
Após examinar o ferimento, Branca ficou séria. "Precisamos suturar novamente. Como pode ter aberto tanto?"
A enfermeira suspirou. "Durante o terremoto, a sogra dela fugiu sozinha, deixando-a com a bebê recém-nascida. Ao tentar fugir com a criança no colo, o corte abriu."
"Que sogra egoísta!" Branca murmurou, tentando consolar a paciente que não parava de chorar. "Não se preocupe, vou dar anestesia local antes de suturar novamente..."
"Eu quero amamentar," a paciente disse entre soluços. "A anestesia local afeta o leite materno?"
Apesar de estar em dor extrema, a paciente ainda se preocupava com a alimentação de sua filha recém-nascida, o que comoveu Branca.
Ela sorriu levemente e assegurou: "Não se preocupe, você pode amamentar mesmo com anestesia local."

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Laço de Sangue? Laço de Mentira!
Ah não oooo. Por favor, postem mais. Esse livro é ótimo...