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Laço de Sangue? Laço de Mentira! romance Capítulo 112

Cada detalhe, cada evento, ao revisitar tudo cuidadosamente, Davi finalmente tinha quase certeza do que estava acontecendo.

Edite com certeza já sabia que estava grávida, e nunca teve a intenção de contar isso para ele!

Davi se lembrou daquele dia...

Naquele dia, a tempestade de neve era intensa, e a postura de Edite era tão decidida que sua raiva o cegou, fazendo-o ignorar os detalhes mais importantes!

O carro de luxo rasgava as ruas da cidade em alta velocidade, fazendo manobras arriscadas, sem diminuir o ritmo em nenhum momento!

Dentro do carro, Davi segurava o volante com força, seu rosto bonito e sério, carregando uma frieza cortante.

Edite pretendia se divorciar dele enquanto esperava seu filho, e depois ficar com Emerson?

Ela queria que seu filho chamasse outro homem de pai?

Um sorriso sarcástico lentamente se formou nos lábios firmemente cerrados de Davi.

"Ah, Edite, você é realmente algo!"

Davi, com uma mão no volante, acessou sua lista de contatos e ligou para Sérgio Salazar.

"Edite está no seu hospital, preciso que você verifique o histórico médico dela imediatamente..."

Buzinas soaram alto —

Um caminhão enorme surgiu de repente no cruzamento, ignorando o sinal vermelho!

Davi se assustou e, no instante em que o caminhão se aproximava, girou o volante com força —

O carro de luxo preto derrapou violentamente, perdendo o controle e subindo na calçada, colidindo de frente com um poste de sinalização!

Boom!

Um estrondo ensurdecedor, o capô levantou, o airbag foi acionado —

Fumaça branca começou a sair da frente do carro.

Dentro do veículo, Davi estava apoiado no volante, os olhos fechados, com o celular caído no banco ainda em ligação.

"Davi? Davi, fala comigo! Davi—"

Naquele momento, seu corpo estava tenso, uma sensação gelada a dominava, e ela começou a tremer involuntariamente.

Branca, vestida com roupas esterilizadas, estava ao seu lado, percebendo a tensão de Edite, e falou suavemente para acalmá-la: "Edite, não tenha medo, relaxe, o anestesista vai aplicar o anestésico agora."

Edite olhou para ela, suas mãos apertadas, "Branca, estou com tanto frio, você pode segurar minha mão?"

O coração de Branca apertou.

A Sra. Rocha, que estava ali, suspirou, "Branca, acalme-a bem, esse nervosismo não é bom para a anestesia."

Branca não era a cirurgiã principal, seu papel era estar ao lado de Edite, oferecendo conforto e segurança.

Branca segurou a mão de Edite firmemente, "Edite, estou aqui com você, durma tranquila, quando acordar tudo estará bem."

Com essas palavras, Edite fechou os olhos lentamente.

O anestesista se aproximou e disse suavemente: "Srta. Resende, vou aplicar o anestésico agora, relaxe e comece a contar em sua mente..."

A agulha penetrou a pele, a dor aguda fez Edite franzir o rosto, e lágrimas escorreram pelo canto dos olhos —

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