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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 219

Luna Vanessa

Estou sentada na cama, encostada em um monte de travesseiros. A única fonte de luz vem de um abajur no canto do quarto. Beberico mais um gole de vinho tinto suave enquanto uma música baixa preenche o ambiente.

— Ei, companheiro. Tudo pronto para começar?

— Eu não acho uma boa ideia…

— Não vai agradar sua companheira? Então vou procurar um macho que me agrade.

Provoco.

Escuto um rosnado vindo do banheiro, e Adrian sai vestindo apenas uma cueca preta de couro. Que comprei para ele realizar minha fantasia.

Bato palmas.

— Hummm… Agora dança pra mim, lobinho.

Levanto minha taça e aumento o som.

Ele ainda está um pouco tímido, mas só de ver aquele corpo se movimentando, tudo em mim aquece. Quando Adrian percebe minha excitação, abandona a hesitação e vira um verdadeiro dançarino. Aqueles abdominais marcados são minha perdição.

A dança termina, e ele sobe na cama para buscar seu prêmio.

Que entrego de bom grado.

Ele se posiciona sobre mim e me rouba um beijo capaz de tirar o fôlego.

Sua mão desliza pelo meu corpo até alcançar a barra do vestido. Quando chega à minha intimidade, ele para e me encara com um sorriso cínico.

— Nada por baixo, Luna?

— Não quis te dar muito trabalho hoje.

Enrosco-o entre minhas coxas, puxando-o para mim.

* ** Artemísia***

Observo as duas fêmeas pedindo perdão pelos atos dos machos mortos, e meu coração aperta.

Todos conhecemos bem as regras. Não há necessidade de prolongar o assunto.

— Eu sinto muito pelo que aconteceu. Uma compensação será depositada, e vocês terão autonomia para decidir se querem ir para outra alcateia ou permanecer aqui.

Eu apenas seguia o protocolo, mas sabia que ficariam. Dificilmente um alfa aceita a família de um traidor ou rebelde. Seriam estigmatizadas aqui ou em qualquer outro lugar. Em outros tempos, as famílias deles seriam tomadas como escravas. A quantia que enviarei será suficiente para que não precisem se submeter a isso.

— Obrigada, Luna. Preferimos ficar.

— Tudo bem.

Elas se retiram, e um gosto amargo permanece em minha boca. Eu preferia lidar com meu computador; apenas dados, números frios na hora de tomar decisões.

Levanto-me e sirvo uma bebida forte que pertencia ao meu avô.

Começo a digitar o relatório das baixas e o envio para o Rei Lucien.

O álcool faz seu trabalho, deixando-me mais calma, e aprecio a sensação para criar coragem para meu próximo passo.

Estou prestes a cometer um delito cibernético.

Ele me cumprimenta com um leve aceno de cabeça.

Mas meus olhos estão presos em outro ponto.

Atrás dele, sem camisa e vestindo apenas uma calça de couro, Felipe se defende dos golpes ferozes de Aquiles. Ele desvia de um ataque, depois de outro — e mais um — numa velocidade assustadora.

O centro do ginásio é uma faixa de terra cercada por duas piscinas. Eles lutam ali, no meio, enquanto uma névoa branca começa a sair do corpo dos dois fazendo com que a temperatura baixei consideravelmente. Ninguém na arena sequer respira diante da tensão.

Suprimo meu cheiro. Não quero distraí-los.

Aquiles apela.

Ergue as mãos e faz subir barras afiadas de gelo das piscinas. Lança-as em direção a Felipe, que desvia de quase todas. Uma, porém, atinge seu ombro e o derruba. Toda arena levanta uiva e aplaude.

Os dois se cumprimentam orgulhosos de se esforços.

Aquiles lhe oferece a mão e o ajuda a se levantar. Os dois seguem para uma mesa onde há toalhas brancas e garrafas de água.

Então eu a vejo.

A fêmea que mandei manter distância do meu companheiro na reunião.

Minha boca seca.

Ela entrega a água diretamente nas mãos dele. Mas, em vez de apenas oferecer a toalha, como fez com Aquiles, passa o tecido pelo rosto de Felipe. Inclinando seu corpo se insinuando.

Um rosnado brota no meu peito.

E um sentimento que nunca experimentei antes me invade por completo.

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