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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 220

Artemísia

Eu nem ouvia mais o que o pai de Lucila dizia. Há apenas uma maldita semana eu deixara minha marca no pescoço do filho da puta que agora dava ousadia a essa loba vadia de cara de lesma. Minha loba rugia palavras enfurecidas dentro de mim enquanto eu marchava até onde eles estavam, sem enxergar nada além da raiva.

Os lobos que antes comemoravam silenciaram; a atmosfera ficou densa; o silêncio antes da tempestade.

A expressão da vadia era de puro terror. Ela puxou rapidamente a mão do rosto de Felipe e a colocou ao lado, como quem tentasse escondê-la. Esse gesto, de verdade, me agradou: significava que ela se lembrava do meu aviso na reunião com as fêmeas.

Alcancei a mão dela num movimento rápido e, num golpe certeiro, a separei do pulso e a joguei sobre as toalhas brancas, manchando com seu sangue. Os gritos de desespero ecoaram por todo o ginásio, mas minha atenção estava inteira em Felipe.

Fixei o olhar nele; ele não se mexeu, parecia incrédulo. Não disse nada, virei as costas e marchei em direção à minha nova casa. Estava emocionalmente esgotada, cansada de fingir que estava bem com tudo aquilo; sequer tinha tempo para para isso.

Fui ao meu escritório revisar as informações que o programa coletara mais cedo. Logo uma figura de olhar sombrio adentrou; apoiou-se no móvel onde ficam os livros, cruzou os braços. Havia algo na expressão dele que eu não sabia decifrar.

— Quero que se arrume. Vamos jantar fora hoje.

Meu coração disparou; a dor na cabeça voltou. Que demônios ele queria agora?

— Quero te levar para conhecer minha família.

Parei os dedos no ar, onde digitava.

— E por que agora?

— Porque eu não tinha orgulho de ter uma companheira obrigada — ele pausou, refletindo — agora acho que talvez... eu não seja uma obrigação tão ruim assim.

Então era isso? Meu companheiro queria se sentir desejado?

— Hum. Ok. — Voltei à tarefa no computador.

Ele passou pela escrivaninha, colocou as mãos nos apoios da cadeira, girou-a e me colocou de frente para si, prendendo-me ali. Beijou-me lentamente e, em seguida, aprofundou o beijo, tomando toda a minha atenção. Algo me dizia que meu lobo odiava ser ignorado.

Da minha parte eu decididamente teria que admitir, gosto de entregar o controle a ele em nossa intimidade.

Quando ele se afastou, meus lábios ficaram entreabertos; meu cérebro entrou em curto-circuito.

— O que exatamente você está fazendo comigo? — perguntei.

Ele manteve o olhar sombrio.

— Agora? Te foder.

Sua mão deslizou por baixo da minha blusa e subiu. A voz rouca ao pé do meu ouvido fez a pele arrepiar.

— Não, sobre me levar à sua casa. — Falei, porque entre nós o normal é que o macho leve a fêmea para a sua casa; eu o trouxera por pura conveniência e nunca conversáramos sobre isso.

— Estava muito sexy, ciumenta. — Ele sussurrou, e até essa parte eu gostei.

As mãos apertaram meus seios, sem chegar a doer. Mordeu meu pescoço por trás e enfiou-se completamente em minha intimidade.

— Aí... — gemi. Essa é a parte sofrida para mim.

— Eu quero me derramar dentro de você. Aguenta só um pouquinho, eu sei que pode. Já me levou bem outras vezes.

Fiz que sim com a cabeça tentando aguentar a dor, é como se eu fosse virgem em todas as vezes.

Ele tirou lentamente e enfiou tudo de uma vez; depois retirou, fazendo-me sentir cada centímetro, e entrou firme e rápido de novo, e de novo. Comecei a choramingar de dor.

— Estou quase lá, empina essa bunda gostosa vai...

Em meio a dor comecei a perseguir minha liberação.

Ele passou a massagear meu clitóris.

— Goze pra mim agora, carinho.

E meu corpo, como sempre, obedeceu.

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